Teu abraço febril
Esse calor em mim é tão mortal ao engrossar do ar. “Levanta-te!”, dizes — pois a desesperança te rouba o amarelo, e morrer é apenas descansar longe do teu abraço febril. E se há alguma virtude em mim, não é ser paciente. Ou talvez ser passional. É ser consciente de não ter teu calor tão sazonal. Dirás ao teu luar desatento, — serei um tanto atento — e eu lhe clamarei “Ora, pois me tenhas.” Se há alguma paciência pairando no toque frio, na palidez da pele, no murmúrio que se ergue das ondas, então — oras — tu me tens.
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