Ancore barco meu
Mesmo que ancore barco meu no cais de teu peito, e, mariscos mordam pequenos pés solutos que nem a areia, aos surtos, roeu. — E desfez-se em sono tanto quanto ode — ao pomar de tanta espuma, viveu perto do rio, não prometendo coisa alguma. Era frescor de lábio indeciso, aroma de igarapé. Noite de águas marítimas, trazendo odor de onda fria. Eu, tantas vezes devoto à maré, tantas vezes debruçado ao choro e tantas vezes nutrido de águas turvas; Hei de lhe perguntar: quando cessarei de ser margem e passarei, enfim, a ser destino?
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