Mardruga
Eu quero afogar na madrugada que todos chamam de perigosa, construir morada lá, lá mesmo, entre o sono dos que se recuperam e as risadas dos que andam ao meu lado, sem pressa nem sentido, onde a atenção é prestativa e a compreensão é elevada, sem performance nem mentiras, só o sintilar das Três Marias, a loja aberta do "seu João", luzes acesas vistas do terraço, shopping vazio. O mar da madrugada, em correnteza, longe do chão onde tudo importa, é o lar dos peixes em extinção.
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