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Emilly

@encs · desde 2019

escrevo o que sinto e sinto sobre o que escrevo. :)

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o íntimo desconhecido

eu, que nunca soube pertencer vivo entre as frestas do mundo; como uma nuvem que não se molda, como um sopro de mar que nunca chega à areia. ele, ao contrário, pertence pertence aos lugares aos olhares às conversas que não exalam hesitação. enquanto me faço sombra, ele é luz sem medo de ser notada que invade a sala de forma sutil me chamando pra entrar. eu, que sempre temi a dor do sentir o vejo, despreocupado, desenhando emoções no vento como se não doesse, como se amar fosse apenas existir. sempre pensei que eu fosse como ele, que o mundo me admirasse como a ele eu admiro. mas ele é o tipo de pessoa que o mundo deseja ter por perto; e no entanto vejo que seria um privilégio ser alguém como ele, não pela admiração alheia, mas pela liberdade de ser sem medo, de deixar a alma solta, ou pelo simples fato de conter a leveza de caber em todos os cantos.

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rosas, versos e não rimas

uma rosa repousa na alma vazia vermelha e silente; espinhos quebrados cravados na pele quebrados feito promessas que que com o tempo se curam e se tornam cicatrizes sutis; o tempo passa com mansidão mudando os céus com tons desiguais e eu que quis ser vento; hoje sou folha seca e caída mas ainda hei de ser imensidão.

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salva-vidas

se eu te disser que escrevo tudo aquilo que me transborda, você me desafoga?.

travessão.

assim como minhas interrogações se tornam vírgula, um dia a página pode virar um livro.

sinal de fumaça

as faíscas de uma lembrança são o suficiente pra deixar uma mente ardendo em chamas.

bala perdida

eu queria ser como um tiro decisivo e certeiro que alveja o coração mas sei que pra você, não passo de impulso mau pensado.

metamorfose

nem sempre posso oferecer minha melhor versão(...) as vezes doce... as vezes amarga... as vezes clara... e as vezes escura... mas sempre em busca daquela que me tornará melhor.

marca evidente

entre palavras não ditas o silêncio pesa lembranças passadas onde o amor se deita nos olhos que brilham mas não revelam o segredo; o medo de avançar o receio de um novo enredo entre as linhas da saudade a dúvida cresce o que resta de nós? o que o tempo oferece? palavras esquecidas gestos que se perdem mas o coração insiste mesmo que a mente negue.

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rua sem saída

coração andarilho segue rota sem destino mas sempre chega até você.

combustível

aquilo que te move nem sempre se vê a olho nu; mesmo que não perceba a paixão te incentiva mas só o amor dará coragem.