Inércia
A sensação efêmera de olhar para a parede branca E sentir os olhos que dali nunca saíram Ou sequer se posicionaram A sensação de usar todas as forças para se mover, impedir o escurecimento que invade meu campo de vista, Me força ao nítido intangível Do tom de branco infinito Que envolve meu redor atemporalmente A qualquer instante, em qualquer vertente Me torna invisível, transparente Como um transe que vibra eternamente Alguém me chama Não tô presente Alguém me chama Inexistente Alguém me chama Desvio o olhar Desapareço
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