Já pensei em ser o pôr do sol
E nunca mais amanhecer
Mas você me pede para parar com isso
E me faz sentir vontade de viver
E eu forço meu sorriso.
Faço piadas para te ver sorrindo
E até ficamos constrangidos.
Me seguro no teu sorriso
Ele é uma das coisa mais bonitas que já vi
E às vezes fico angustiado
Porque teus sorrisos não são só pra mim.
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Às vezes bate esta vontade de morrer
Mas não se preocupe com isso
Que apesar de meu pessimismo
Teu sorriso é a provava que vale a pena viver!
Quando te vejo
Morro de desejo
De teu cheiro negro
De teu sorriso meigo
E me pergunto se caibo
Neste teu mundo
No universo dos teus olhos?
dentro de teus beijos?
No teu abraço de amizade?
No teu sentimento de saudade?
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Fui ao mercado e peguei uma garrafa de whisky.
a menina do caixa que já tinha se tornado minha amiga
ria com minha mania de só comprar uma coisa
me perguntou porque eu só ia na aquele mercado comprar aquela bebida.
E eu respondi:
Não, é só um motivo pra te ver
E como não vou poder te ter a solução é beber.
Ela falou que tinha namorado mas na hora de eu pagar ela me perguntou “ tem 2 reais ? que eu te devolvo 10 de troco e talvez um beijo”.
Cheguei em casa
Botei a garrafa em falso na mesa
Ela caiu no chão e foi-se um litro de tristeza....
Já sem grana voltei lá e comprarei a mais barata cachaça.
A menina achou muita garça.
E eu falei “ você tem namorado mas sinto que poderíamos dançar a noite inteira e eu nem sei dançar”...
Voltei para casa sozinho, com outra garrafa, tomei cuidado para não derruba-la desta vez, às vezes sinto que só entregarei meu coração ao álcool.
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Inerte na praças observo pombos brigando por comida.
Sinto os sentimentos de ruas e becos
Divido a insignificância com pombos catando migalhas
Você ainda existe em algum lugar além de minha lembrança?
Como dói sentir que estamos nos esquecendo...
Te desenhei, com teu casaco preto com uma rosas bordada.
Derramei minha visão e te molhei com fantasias inexistentes...
Memórias nítidas nunca acontecidas,
Meu amor é pombos voando em direção à decepção..
Esta pomba acabou de cagar na minha cabeça...
Será que ela passou em tua janela e cagou nos teus sentimentos?
Você tinha a beleza triste
Que parecia um poema meu
Mas você não me amava né? Amava minha atenção
Nos amávamos pela tristeza.
Hoje sei que fomos incompatíveis,
Você só amava meus versos tristes.
Te disse que se você cuspisse na minha cara
Com este sorriso de deboche
Talvez eu gostasse
você me negava tudo a tanto tempo
que tua cusparada já seria um avanço,
E eu saberia que você sente alguma coisa...
Ódio também é sentimento.
E eu tive que te abandonar
Sai dizendo que as lágrimas mais importantes eram as minhas,
Entende? Não é que não a entenda e nem quero diminuir a tua dor
É que a pior companhia de uma pessoa triste é uma outra pessoa triste.
Mas não da de juntar dor com dor e achar que isso é amor.
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A solidão parece bonita quando se tem as estrelas pra olhar, mas as vezes nem com as estrelas. Parece que a estrela que não brilhou é aquela que a gente persegue...-
- sim andei me rasgando e me costurando, e as pessoas achando bonito.
-fui fogo me ardendo, me consumindo, me transformando em cinza e as pessoas achando que era arte.
Prometeu roubou fogo dos Deus e deu aos homens.
Eu te dei meu fogo e você incendiou Roma e depois o escondeu mim.
E o que vale sofrer como prometeu, com corrente prendendo as mãos e uma ave comendo o fígado...?
Se você, apagou o fogo dentro de mim?
Ando no meio dos crucificados
A última reza que fiz foi pra enterrar minha esperança.
Esperanças é promessas tristes e vã!
E a coitada da maçã
Ficou com toda a culpa do mundo
Quando tudo vazava
Da caixa de pandora.
O sol: belo e doce,
derrubou Ícaro.
Vi Ícaro cair e não senti um pingo de pena.
Estava muito preocupado com minha própria queda.
Fui fogo e o aço forjando a espada da tristeza.
Talhei na bigorna letras duras e afiadas
Machuquei pessoas com esta espada .
Mas aprendi a dar outra forma a meus sentimentos
Formas de vazo endurecido
Feito vazo para colocar flor
E lá dentro enterrei meu eu iludindo
Enterrei meu coração
E lá dentro te enterrei amor
Plantei flores por cima.
Depressão? Não, não tenho... é isso que falo todo dia para mim mesmo e tento me manter assim até o final do dia, ou até o final de minhas insônias.
Mas no fundo sei que minha estrela está apagada
Não existe mais o fogo de prometeu
Apenas um vazo de flores.
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Passava a maior parte da vida em bares filosofando sobre tudo, sentia pendularmente frações fugidias de felicidade em cada garrafa que começava e acabava, para no outro dia descobrir que só sobrava a tristeza.
Já não tinha dozes de felicidades, as palavras não caiam tão fácil como gotas de chuvas, lhe falta alguma coisa, talvez o corpo e o beijo de alguém.
às vezes só escutava os gritos do silêncio do vento. Sentia que tudo o machucava, até o vento gelado depois que o corpo já estava embebido em cerveja, aquilo doía.
Quando tudo estava bem não sabia o que fazer com esta vontade de chorar, e quem vai saber se quando estava sóbrio não estava bebado de tristeza?
Não se sentia digno nem do sangue que corria em suas veias, vivia dissolvendo-o com álcool. A bebida o cegava e assim fica mais fácil de amar e sorrir.
Sonhava com a glória de Saramago.
Mas de tanto ser magoado
E se sentir abandonado
Cansou, virou mago.
Pelo seu olhar diriam até que ele desistiu de sonhar.
Diziam que ele sabia das coisas, mas não queria saber nada, só queria a irracionalidade de amar.
Uns dizem que ele é louco, outros que é sábio. Não sei, o que sei é que é uma boa companhia para um bêbado.
As vozes quando voltava pra casa triste, bêbado, no caminho parava na beira do trem para ver o trem passar e escrever um pouquinho, ficava por horas assim, chorava, tentava escrever, se sentia frustrado, escrevia alguma coisa que achava que o daria fama, noutros dias ele olhava seus rascunhos, eram tudo letras incompreendidas de bêbados, coisa que ele achava brilhante na hora mas no outro dia não conseguia compreender ou lembrar o que tinha escrito, frases escritas uma em cima da outra, parente mente as palavras continuariam bêbada pra sempre.
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Em meu dilema contábil
Fazer poesia é fácil
Difícil é vive-la
Mais ainda é vende-la.
O problema de escrever sobre tristeza é que uma hora as palavras acabam você simplesmente só sente o que queria aprisionar em frases...
Meu bem, obrigado
Por ter me abandonado
Você não sabe das poesias
Que fiz com este amor rasgado
E com tuas palavras frias.
Obrigado, obrigado, obrigado.
Espero que você viva mais de cem anos
Para experimentar cada porres que tive
E morra amando alguém que não te ame
Procure abrigos e se conforte em meus versos
E que eles te sirvam como cobertor frio
Porque eles foram os choros que você nunca viu.
Se te odeio? Claro que não
Não posso mandar em meu coração
E falar para ele parar de te amar.
Ainda tenho o mesmo amor
Mas é que quero que você sinta a dor
Que você disse que eu iria superar.
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A vida me deu tantas flechas
Que até me acostumei
E com elas fui abrindo brechas
Fiz um arco e atirei...
E atirei...
Errei e errei...
Mirei e mirei...
E atirei.
Sim, teve um tempo que cansei
E tive vontade de enfiar todas as flechas
De todos que amei
No peito de Cupido
Para vê-lo sentindo
A dor, flecha por flecha,
Mas até Apolo foi vendido.
E depois de tanto ter sofrido
Aprendi a ser um bom arqueiro
E fazer flechas com meu devaneio
Só Deus sabe o quanto errei
Mas desta vez acho que acertei.
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