Denis anatta @denis_anatta

Breve

A pequena rama que desce a colina, de nobre sêda ornada... Passos míudos que tocam a grama, percebendo cada gotícula penetrando os poros. Abrindo rios, e até mares, internos! Sangrando lágrimas e contentamento. Despejando o jôrro da inocência, na cara de quem julga como centro o domínio de si mesmo. Breve passageiro, em tão breve vôo. Tanto a fazer, para tão curto tempo. Onde ir primeiro? Ou pelo menos diga-me onde ir! Já não diga, por gentileza(...) porque é só que descubro... que nasci só... que morro só... que a solidão é real... que ninguém entende, por quê não ha o que ser compreendido. Este mundo todo é um vazio, por mais que eu tente não preencho! Por mais que eu tente... é tentativa! Se acerto ninguém precisa saber! O poema de versos extensos, branco... De rima ausente... Fluentemente, cede-lhes o favor, De contar a boca míuda, que a cognição humana é um martírio! Que a mente é um alto cerro, Hostentando um tétrico cenário... Onde o 'eu' imperador, viceralmente, sufoca a mim mesmo. 12/jan/2018

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