Philos Sophos
Por deus, tenho eu dito Não apontamos a flecha Ao amigo! Mas em qual rebanho me apsacentas? Se é sempre movido Ao grão do interesse! E se não verbaliza Tua fome insaciável De conforto, Eu te arranco a mascara fora, E por tal já não sou mais amigo ! Por não me seduzir em tua dança De cigana Por teus olhos sobre exposto Do serviço! Gentil víbora De veneno doce, Tua mente é decifrável Fingi estar quando não deveria Fingi ser quando não era Eu nunca serei o teu amparo! Este é meu pedido de divorcio social, De ti e de tudo que toma o sangue dos olhos Alegra-te é liberdade que te dou... ! Não me iludo no sorriso dos puritanos, Cátaros anacoretas... Teu otimismo é fruto da negação da realidade! Eu pórem, me embreago num copo de conhaque pobre, Cujo o amargor do álcool me acompanha, Da ausência do tinto de um vinho seco ... É a loucura serena Velando meu corpo... É Álvaro de Campos recitando sua poesia como doutrina, as margens do Tejo Eu me nego!!! Nem importância tenho Sou o útil O derradeiro dos convites, Mas o primeiro da lembrança quando o assunto é para serviçais... ! Não me entenda mal Não te odeio Só não sou domável As tuas vãs vontades... Embora por vezes finja Ha em mim um alguém Consciente Que deseja descansar Somente!
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