Quando Assombra a Súbita Impressão
Embora eu saiba que o caminho se faz caminhando, e as vezes desfalecido de vontade, me perca com a inércia presente, absorvo na medida que observo! Embora seja fria o chão da calçada por vezes me deito, por vezes me esqueço, por vezes adormeço! Embora seja polido o pensamento, a inerte vontade, rompe como a estranheza do som agudo no vão vazio que é a mente... (ecoa)... pelas paredes cefálicas estalos de cognição! Dizem os astros, os búzios, os livros, as cartas, os orixas, os profetas, os santos, a ciência, que é de pouca valia os que, atipicamente, não se convertem aos seus ensaios de loucuras... Já é tarde, todos dormem, as bocas que diziam "te amo", agora bocejam palavras de descontento, agora acham estagnante teus modos, teus jeitos, teus meios... Eu caçador se mim, me dei, me escondi, haverá quem me entenda em algum lugar deste suacatiado planeta? Que seja como seja Que bravejem como o fazem Todos gritam e berram Todos e seus "eu" múltiplos Todos e suas forma comuns Amei desde sempre a expansão do universo... Quera expandir a mim também, que fosse para longe Dos olhos dos que julgam Que julgam por não entender A diferença de quem sou... A mente é rápida em julgar A mente é rápida em mentir A mente é estranhamente incompreensível... Sou pó, sou grito... Tão finito quanto as outras cousas finitas Que meus ossos preencha o saco preto do mausoléu Que adiado seja o cadáver adiado que sou
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