Eu não quero saber de muita coisa não.
"Qual sentido da vida?"
Se num for sentir os quais
Viver no presente momento,
Onde uma canção surge,
Onde há prazer no que se faz.
Onde as palavras faça o sentido real,
Onde as atitudes valem,
Onde sorrimos atoa.
Onde a esperança fale.
Onde o medo mora,
Onde a luta é constante,
Onde o descanso é pouco,
Onde a conquista é grande.
Onde a vida é,
Onde o mundo estar,
Onde a gente seja,
Onde o amor morar.
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Pense num caboclo feliz,
Onde tristeza não fazia morada
Não havia momento ruim
Pra'quele vivedor da vida barata
Simples feito chinelo gasto.
Aproveitador feito quenga de patrão.
A vida pra ele era curta
E a morte pra ele, batia no portão.
Pela sua ignorância, não aceitava ser vencido
Pra passar dele tinha que ser macho.
Tinha que carregar o nome de atacante,
E, no contra, honrava o posto de goleiro caro.
E barato ao mesmo tempo.
Futebol pra ele era coisa séria,
Mesmo que fosse um jogo sem importância
Dava a vida pelo time.
Não importava a distância.
Nessa distância de ida e vinda
Vontade nele, tinha
Era de Brasília pra Bahia
Que se encontrava sua vida.
Em Brasília
Dava duro,
Festejava,
Dava duro,
Aproveitava.
Na Bahia, era onde o mundo podia se acabar
Era onde de verdade, o seu coração morava.
Dizia ele:
- se eu dormir e acordar com vontade de viajar, eu vou.
E ia, ôh caboclo encorajado.
Numa dessas que,
Acelerando sua moto...
Pela BR...
Não deu conta de uma ultrapassagem...
Deu sua vida pelo time
Foi-se para outra viagem.
Deixando seu posto de goleiro,
Deixando sua mãe em desespero
E sua amada,
Que lhe esperava o tempo inteiro.
A vida pra ele, se fez como dizia
Curta.
A morte foi apressada,
Arrombou o portão.
Entrou em sua vida e lhe tirou de mão
Moto, mulher e futebol
Que no mundo extenso de possibilidades
Era suas três paixões.
Morreu vivendo por elas,
Ôh homem de palavra
Mas se foi tão cedo.
Parece que a morte ama
Quem ama essa vida rara.
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Tal poesia não capacita de sua beleza.
Por mais linda que sejas,
Por mais bela que escrevo.
Não descreveria a cor dos olhos teus.
Por mais suspiros que estimulem.
Por mais sensação que sinta.
Por mais desejo que sobressaem.
O cheiro sedoso de seus cabelos,
Olfato não teria.
Um rosto traçado feito autódromo.
Linhas sublime digna de exposição.
Pele gêmea de um céu.
Céu cor noite, céu cor dia, céu sem descrição.
- deSousa
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A explosão nuclear
Da bomba sentimental
Que destrói o homem
E faz dele, vivo
Humano, de alma
Carnal ao toque
Que toca profundo
O íntimo do ser
Eternizando momentos únicos
Que passam...
A libertinagem de sí
Achar que deve ser como quer
Querer que todos conheçam o amor
Logo após, querer destrói-lo
Em puro ódio e desespero
De uma experiência trágica
Do que foi vívido e marcou
A passagem do início da dor.
O relâmpago que de repente, brilha
Já não ó assusta como antes
Quando sua blindagem era seu lençol
Podendo acabar o mundo,
Mas quando abrisse os olhos
A fé que sentia fazeria dele o único
O único sobrevivente do caos.
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Estava sonhando, eu numa bela casa, colocando minha janta no prato e de repente vejo pela janela um casal de pastores que conheço em vida real.
Digo:
- vamos jantar?
Eles:
De alguma maneira recusaram, de modo educado, não me recordo da fala.
Após isso escuto eles dizerem:
- Tira dele, senhor!
De modo pra sí, como uma conversa com Deus.
Eu ainda na janela, venho à ?desmaiar?. E sentir na vida real, uma sensação estranha na boca, como se algo saísse...
Além disso, era como se minha alma voltasse desesperadamente para meu corpo.
Sensação que arrepia dos pés à cabeça e automaticamente fico estagnado, sem reação de movimentos por alguns minutos.
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O sabor do seu beijo,
Que ainda queima meus lábios
Como um fatal veneno
Queima de prazer
Queima de amor
Queima como fogo
E arde,
De saudades...
Dos momentos que não vivemos
Dos beijos que não demos
Dos abraços raros,
Que me confortava
Em noites longas.
Imaginando ser real.
Há de ser...
um dia,
Talvez...
Num dia
Inesperado.
Por vez
Ser real..
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Sua pele preta,
A cor da rosa,
Exuberância.
Com um toque de brilho
Intenso, ao ver
Exalante, ao perfume
Que perfuma o ar
Em regar...
Deixara florido
O jardim que
Sempre será seu, amor.
- deSousa
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Diferente do desespero da paixão
Nasce em mim,
A calmaria da floresta em madrugar
O vento paciente que percorre entre tudo
À espera da poeira
Que faz ele visível ao mundo
E mostra,
A chegada de sua amada.
- deSousa
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O teu rosto,
Exposição artística
Que somente o tato
Há de explicar...
Sinto sua pele
Ao passar meus dedos,
Levemente pelo seu corpo
Tão macia...
Seu cheiro,
Que não me recordo.
Tenho o olfato ruim.
Mas, há de estar em mim
Desde nosso primeiro abraço
O presente mostra o fim.
De nós dois...
O passado mostrou de mim
Um amor...
Ainda vivo, esperançoso
Que um dia o futuro há de ser
Para nós, morada de gozo.
- deSousa
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Xiu, cale-se
Leia em mente...
Feche os olhos,
Mas antes
Escute o som do ambiente.
Escute a voz do amor,
Que machuca ao partir
Escute os risos da paixão
Tão triste quanto ver ela em outros braços.
O fôlego que aumente a frequência
O coração que bate mais rápido
O respirar profundo que engrandece a alma
E trás calma,
Esperança para que um dia ela perceba
Que eu sou sua casa.
- deSousa
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