Sou humano
Sou vasto em ser eu
Em um vasto mundo
Perante o mesmo eu
Onde diante de um universo
Equivale a um pingo do eu
Ao contrapor do existir
Somos poeiras em vasta crença
Teorias ambulantes em ebulição
Buscando uma prática ao saber
Científico, puramente racional
Guiados por um refém das ternuras; sentir
Sou, sem ser, expressão da razão
Uma experiência efêmera, cheia de apreensões
Receios e confusões
Busco no outro, formas do explicar
Motivos a existir neste plano
Insistente, em ignora meu anseio
Posso ser fruto
Dos medos futuros
Fundado em passados habituais
Afinal de contas
Somos todos
Meros mortais?
-Dabliwp
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Quando te falam que caminhos cruzam, e em seguida as estradas seguem rumos próprios, é pura realidade.
Permita-se sentir de verdade, entregue seu coração ao que realmente deseja, pois se tive de seguir teu rumo, seguirá de cabeça erguida e consciência tranquila, pois sua ação foi pura, leal e intensa. Quanto ao que fica? Você aprende e continua, destila e bebe; em poucas palavras, ouse viver algo de puro coração, e não terá o que se arrepender.
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Não sejas sucinto
Na hora de viver
Seja gigante na hora
Que for possível amar
Não deixe o medo prevalecer
Ou a ansiedade lhe calar
Não queira parti cedo
Ou tarde chegar
Seja inteiro
Não queira metades
Algumas dicas que ouço
Nas mesas de bares
-Dabliwp
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Garota
Esta noite faz um frio tremendo,
E toda essa história deve ser contada
Dois jovens na estrada
Caminhos diferentes em corações diferentes
Mas onde tem céu, há uma morada
Sábia decisão ao tremer os dentes
Uma blusa, sua mão segura minha mão
Te aquecer era o meu costume
Minha mais digna vocação
Mas garota, hoje não
Hoje sou só meu
E você é só sua,
Hoje eu fui meia-noite
E te notei na rua escura,
Hoje o que te pertence já foi meu,
E minha história cravada em ti, é uma modéstia nua
Que nada nos defina,
Pois o tempo deve passar,
Olhe novamente para o céu
E descubra que limites não há
Diante das estrelas resguardo teus olhos,
E o oceano indica que tem terra a se plantar,
E destino a se fazer
Então por favor, esqueça de esquecer
Repouse sua consciência em: você
Faça o que tive de ser feito
Corra, lute, dance, morra, para então renascer
Para então a fênix fazer sentido
Para então que não se perca, pois só os mortos de amargura
Padecem
Como se agradece, a uma pessoa que lembrou
O quanto eu amava viver
Confei a você, a última palavra dirigida com amor
O que te disse, se gravou ou deixou de ver
Não tem importância, é a sensação que se deve ficar
De cuidado, respeito
E espaço para continuar
Sinceramente, odeio despedidas
E somente o frio dos que se vão é mais triste
Os que se vão na alma, que matam o relicário criado
Você se esconde, mas desta forma... morres
É teu traço mais fiel , o pior pecado
Deverias mesmo garota, dar adeus...
Ao passado
-Dabliwp
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Hoje acordei recordando,
O coração cheio de saudades,
De tempos de moço,
Dos caminhos na cidade
Fico cá, entre meus eu's pensando,
O que foi dito e feito em outras histórias,
Do quente caminhar ao campo,
E de trabalhos, repudiando o lento passar das horas
Hoje posso dizer que encanto,
E que isto não acontece toda via,
Reconheço em mim, um jovem-velho
Cheio de memórias,
Cheio de quereres,
E quando tudo isso volta,
Cheio de dizeres
O mundo é mesmo imenso
E sem comparações,
Do que adianta vislumbrar Vênus,
Com tanta maldade entre nós
Por isso mantenha-se em sinal de menus,
Respeitando vossa vasta ignorância!
Por isso ainda sigo nativo,
A toda oscilação de espírito,
A toda encarnação de sentidos,
A Sócrates, ainda menino
Sentir-se puga do universo
E ainda assim continuar sorrindo,
Digam-me senhores do amanhã,
Devemos ser além disto!?
Em minha alma pressinto;
A muito mais sobre nós,
Deixe-me ser passarinho,
E sobrevoar nossos nós,
Sempre a sós,
No universo unilateral,
Ou na filosofia da caixinha de leite
Devíamos mesmo é ser mais gente,
Mesmo que as vezes
-Dabliwp
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Cercado de amigos
Cerveja, planos e sorrisos
A vida certa, em seus olhos o destino
O que seria capaz de um homem tirar isto?
O coração agindo por instinto
Para os de longe, algo divino
De ombros largos e passos sucintos
Solto, menino, criando o próprio caminho
A realidade pouco tem a ver com isto
Deitado na grama fita o infinito
Castanhos olhos de olhar distinto
As flores embeleza seu caminho
Suas cartas sazonais destina-se a ninguém
Na esperança opaca de ouvir algo após seu amém
Cercado de amarras, torna-se refém
Sua fé chega a dizer adeus, batimentos a mais de cem
Cansou de todo aquele palco
Traçou outros passos, outros santos
Viver errado é estar impuro
Em teu próprio canto
Volta a deitar-se no campo
Volta a querer outros planos
Volta-se contra os próprios erros
Viver pode ser mesmo um recomeço
Neste dia em sua mente, tudo veio
As experiências dos anos
Os longos dias em bocejo
Como qualquer adulto, deseja o começo
Se deste dia algo compreendeu
Se em sua navalha de desafios algo entendeu
É que uma parte de si, jaz morreu
É o próprio pólen da vida, e não percebeu
Flores no campo, por favor, avisa este amigo teu
-Dabliwp
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Há uma luz,
Aqui, diante de meu coração,
Há uma luz,
A fazer sombra sobre minha solidão,
Precisa ser luz,
Para atravessar tal escuridão.
Existe a ausência de luz,
Um retalho de antigas emoções,
Mal entendidas, com certeza não interpretadas,
Deixando nascer doce ilusões.
Quero a paz,
Quero de verdade,
Mas toda vez que saio de mim,
Morro em algo, e vem uma saudade.
Éramos todos crianças, não é mesmo?
E diante de todo mal encontrava-se o sorriso
Agora tudo é ameno, não é mesmo?
E parece distante e opaco, esse tal paraíso.
Reconheço em minha alma isso.
Onde foi que deixei a minha impaciência
Perante todo caos?
Onde parei no meio desta existência?
Para sentir-me leso e antinatural,
Sotaques e trejeitos,
meu nome torna-se surreal!
Já não parece ter fogo pra queimar,
Foto para encaixar,
Amigos para lembrar,
Alma pra lavar,
Com o vento, foi, e hoje é ar.
E digo a todos em pensamentos
Sobre sua extrema importância,
Lembro e fico a vagar em sonhos.
A lua brilha
Mas não posso desejar,
Se viver é errado
Deixa essa vida pra lá.
Preciso mesmo é ser
Um eterno barco,
E como todo navegante,
Viajar em auto amar.
-Dabliwp
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Estava escrito ao final da rua,
A noite fria deixava a frase
Ainda mais ameaçada,
Se sou sombra desta lua
É por te temido a estrada.
Te feito ouro; do nada,
"Não tenha medo", é mentira,
Uma fantasia mal contada.
Tenha medo,
Para assim conhecer tua coragem
Tenha receio,
Para assim merecer tua audácia
Tenha segredos,
Biblioteca velha em gavetas trancadas
Só, não tenha medo,
Caso sua cicatriz não lhe disser nada.
Confiscado ou anulado,
O social esgueira-se em contos,
Ódios ancestrais perpetrados.
Adormecido e encostado
Na moldura do quadro não pintado,
Em ideologias dos enclausurados,
É, velhos ditados.
Ainda acredito em nossas sensações,
E resposta nenhuma pode tirar-me isso,
Tenho fé na vida, na terra, e em nós
Nunca perca o "nós", seja isso.
Repousa no medo a coragem,
Nossas ações são desafios interpretados,
Tudo bem cair, e tudo bem não saber
Aonde e como se levanta,
Mas como já disse um compositor
"Levanta e anda".
Há vida em você
Deixe queimar
-Dabliwp
Obs: Emicida (o compositor)
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Nascem do nada
E morrem por nada
Entre vielas escuras
E ruas não asfaltadas
Andam nas ruas
Buscam uma morada
Perder os pais
Deixa a fé abalada
Já não querem ouvir
O coração não fala
No sussurro do medo
Na noite ataca
A polícia até ronda
Mas não faz nada
A maior intervenção na favela?
Armada
"Tenta ver e não vê nada
A não ser uma estrela
Longe, meio ofuscada"
O bairro é sombrio
Mas também tem gente boa
Cansadas, esgotadas, mal remuneradas
Buscando a luz, mesmo sem estrada
Alguns cansam desse show
Vira a cabeça, vira "pinguaiada"
Entre espaços ocos e pequenos
Existe o grito que diz nada
A caneta cai da mão
Os olhos enche de lágrimas
Ao lembrar que também venho de algo meio assim
E achei na poesia a minha casa
-Dabliwp
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Não preciso de muito, meu bem
O mundo nos empurra vontades absurdas
Desejos em anedotas
Tudo que não tem
Eu quero senti a brisa da manhã
E sentir-me meio Peter Pan
Caminha sem esperar tanto do amanhã
Eu quero mais é sorrir com a vida
E dela ser eterno aprendiz
Eu só quero mesmo, é sentir-me feliz
Os contágios sociais
As neuras ancestrais
Escravos cardeais
Buscando bandas que não tocam mais
Seguindo a estrada do nada
Pela ignorância do suor mal interpretado
Quero ignorância
Para manter-me a salvo
Sabe o que mais encanta na meninice?
A aventura ao mundo, o não saber
Meu bem, as vezes eu só quero você
E mesmo sem entender esses tantos porquês
Sigo meu trilho torto
Se sou poeta deste mundo caduco
É por compreender e viver tais absurdos
Minha alma diz em silêncio estrondoso
"Vai garoto, releva esse povo"
-Dabliwp
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