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Wender Souza

@dabliwp · desde 2019

A dúvida não é um estado agradável, mas a certeza é absurda. -Voltaire

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Humanidade

Rotatorio

Sou humano Sou vasto em ser eu Em um vasto mundo Perante o mesmo eu Onde diante de um universo Equivale a um pingo do eu Ao contrapor do existir Somos poeiras em vasta crença Teorias ambulantes em ebulição Buscando uma prática ao saber Científico, puramente racional Guiados por um refém das ternuras; sentir Sou, sem ser, expressão da razão Uma experiência efêmera, cheia de apreensões Receios e confusões Busco no outro, formas do explicar Motivos a existir neste plano Insistente, em ignora meu anseio Posso ser fruto Dos medos futuros Fundado em passados habituais Afinal de contas Somos todos Meros mortais? -Dabliwp

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Vida

Viva em paixão

Quando te falam que caminhos cruzam, e em seguida as estradas seguem rumos próprios, é pura realidade. Permita-se sentir de verdade, entregue seu coração ao que realmente deseja,  pois se tive de seguir teu rumo, seguirá de cabeça erguida e consciência tranquila, pois sua ação foi pura, leal e intensa. Quanto ao que fica? Você aprende e continua, destila e bebe; em poucas palavras, ouse viver algo de puro coração, e não terá o que se arrepender.

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Frases

Filosofia em botecos

Não sejas sucinto Na hora de viver Seja gigante na hora Que for possível amar Não deixe o medo prevalecer Ou a ansiedade lhe calar Não queira parti cedo Ou tarde chegar Seja inteiro Não queira metades Algumas dicas que ouço Nas mesas de bares -Dabliwp

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Carinho

Garota

Garota Esta noite faz um frio tremendo, E toda essa história deve ser contada Dois jovens na estrada Caminhos diferentes em corações diferentes Mas onde tem céu, há uma morada Sábia decisão ao tremer os dentes Uma blusa, sua mão segura minha mão Te aquecer era o meu costume Minha mais digna vocação Mas garota, hoje não Hoje sou só meu E você é só sua, Hoje eu fui meia-noite E te notei na rua escura, Hoje o que te pertence já foi meu, E minha história cravada em ti, é uma modéstia nua Que nada nos defina, Pois o tempo deve passar, Olhe novamente para o céu E descubra que limites não há Diante das estrelas resguardo teus olhos, E o oceano indica que tem terra a se plantar, E destino a se fazer Então por favor, esqueça de esquecer Repouse sua consciência em: você Faça o que tive de ser feito Corra, lute, dance, morra, para então renascer Para então a fênix fazer sentido Para então que não se perca, pois só os mortos de amargura Padecem Como se agradece, a uma pessoa que lembrou O quanto eu amava viver Confei a você, a última palavra dirigida com amor O que te disse, se gravou ou deixou de ver Não tem importância, é a sensação que se deve ficar De cuidado, respeito E espaço para continuar Sinceramente, odeio despedidas E somente o frio dos que se vão é mais triste Os que se vão na alma, que matam o relicário criado Você se esconde, mas desta forma... morres É teu traço mais fiel , o pior pecado Deverias mesmo garota, dar adeus... Ao passado -Dabliwp

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Vida

Recordações

Hoje acordei recordando, O coração cheio de saudades, De tempos de moço, Dos caminhos na cidade Fico cá, entre meus eu's pensando, O que foi dito e feito em outras histórias, Do quente caminhar ao campo, E de trabalhos, repudiando o lento passar das horas Hoje posso dizer que encanto, E que isto não acontece toda via, Reconheço em mim, um jovem-velho Cheio de memórias, Cheio de quereres, E quando tudo isso volta, Cheio de dizeres O mundo é mesmo imenso E sem comparações, Do que adianta vislumbrar Vênus, Com tanta maldade entre nós Por isso mantenha-se em sinal de menus, Respeitando vossa vasta ignorância! Por isso ainda sigo nativo, A toda oscilação de espírito, A toda encarnação de sentidos, A Sócrates, ainda menino Sentir-se puga do universo E ainda assim continuar sorrindo, Digam-me senhores do amanhã, Devemos ser além disto!? Em minha alma pressinto; A muito mais sobre nós, Deixe-me ser passarinho, E sobrevoar nossos nós, Sempre a sós, No universo unilateral, Ou na filosofia da caixinha de leite Devíamos mesmo é ser mais gente, Mesmo que as vezes -Dabliwp

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Efêmero

Devaneios Matinais

Cercado de amigos Cerveja, planos e sorrisos A vida certa, em seus olhos o destino O que seria capaz de um homem tirar isto? O coração agindo por instinto Para os de longe, algo divino De ombros largos e passos sucintos Solto, menino, criando o próprio caminho A realidade pouco tem a ver com isto Deitado na grama fita o infinito Castanhos olhos de olhar distinto As flores embeleza seu caminho Suas cartas sazonais destina-se a ninguém Na esperança opaca de ouvir algo após seu amém Cercado de amarras, torna-se refém Sua fé chega a dizer adeus, batimentos a mais de cem Cansou de todo aquele palco Traçou outros passos, outros santos Viver errado é estar impuro Em teu próprio canto Volta a deitar-se no campo Volta a querer outros planos Volta-se contra os próprios erros Viver pode ser mesmo um recomeço Neste dia em sua mente, tudo veio As experiências dos anos Os longos dias em bocejo Como qualquer adulto, deseja o começo Se deste dia algo compreendeu Se em sua navalha de desafios algo entendeu É que uma parte de si, jaz morreu É o próprio pólen da vida, e não percebeu Flores no campo, por favor, avisa este amigo teu -Dabliwp

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Amor

Sobre a luz

Há uma luz, Aqui, diante de meu coração, Há uma luz, A fazer sombra sobre minha solidão, Precisa ser luz, Para atravessar tal escuridão. Existe a ausência de luz, Um retalho de antigas emoções, Mal entendidas, com certeza não interpretadas, Deixando nascer doce ilusões. Quero a paz, Quero de verdade, Mas toda vez que saio de mim, Morro em algo, e vem uma saudade. Éramos todos crianças, não é mesmo? E diante de todo mal encontrava-se o sorriso Agora tudo é ameno, não é mesmo? E parece distante e opaco, esse tal paraíso. Reconheço em minha alma isso. Onde foi que deixei a minha impaciência Perante todo caos? Onde parei no meio desta existência? Para sentir-me leso e antinatural, Sotaques e trejeitos, meu nome torna-se surreal! Já não parece ter fogo pra queimar, Foto para encaixar, Amigos para lembrar, Alma pra lavar, Com o vento, foi, e hoje é ar. E digo a todos em pensamentos Sobre sua extrema importância, Lembro e fico a vagar em sonhos. A lua brilha Mas não posso desejar, Se viver é errado Deixa essa vida pra lá. Preciso mesmo é ser Um eterno barco, E como todo navegante, Viajar em auto amar. -Dabliwp

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Humanidade

"Não tenha medo"

Estava escrito ao final da rua, A noite fria deixava a frase Ainda mais ameaçada, Se sou sombra desta lua É por te temido a estrada. Te feito ouro; do nada, "Não tenha medo", é mentira, Uma fantasia mal contada. Tenha medo, Para assim conhecer tua coragem Tenha receio, Para assim merecer tua audácia Tenha segredos, Biblioteca velha em gavetas trancadas Só, não tenha medo, Caso sua cicatriz não lhe disser nada. Confiscado ou anulado, O social esgueira-se em contos, Ódios ancestrais perpetrados. Adormecido e encostado Na moldura do quadro não pintado, Em ideologias dos enclausurados, É, velhos ditados. Ainda acredito em nossas sensações, E resposta nenhuma pode tirar-me isso, Tenho fé na vida, na terra, e em nós Nunca perca o "nós", seja isso. Repousa no medo a coragem, Nossas ações são desafios interpretados, Tudo bem cair, e tudo bem não saber Aonde e como se levanta, Mas como já disse um compositor "Levanta e anda". Há vida em você Deixe queimar -Dabliwp Obs: Emicida (o compositor)

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Biografia

Confissões 1

Nascem do nada E morrem por nada Entre vielas escuras E ruas não asfaltadas Andam nas ruas Buscam uma morada Perder os pais Deixa a fé abalada Já não querem ouvir O coração não fala No sussurro do medo Na noite ataca A polícia até ronda Mas não faz nada A maior intervenção na favela? Armada "Tenta ver e não vê nada A não ser uma estrela Longe, meio ofuscada" O bairro é sombrio Mas também tem gente boa Cansadas, esgotadas, mal remuneradas Buscando a luz, mesmo sem estrada Alguns cansam desse show Vira a cabeça, vira "pinguaiada" Entre espaços ocos e pequenos Existe o grito que diz nada A caneta cai da mão Os olhos enche de lágrimas Ao lembrar que também venho de algo meio assim E achei na poesia a minha casa -Dabliwp

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Sinceridade

Desejo Infantil

Não preciso de muito, meu bem O mundo nos empurra vontades absurdas Desejos em anedotas Tudo que não tem Eu quero senti a brisa da manhã E sentir-me meio Peter Pan Caminha sem esperar tanto do amanhã Eu quero mais é sorrir com a vida E dela ser eterno aprendiz Eu só quero mesmo, é sentir-me feliz Os contágios sociais As neuras ancestrais Escravos cardeais Buscando bandas que não tocam mais Seguindo a estrada do nada Pela ignorância do suor mal interpretado Quero ignorância Para manter-me a salvo Sabe o que mais encanta na meninice? A aventura ao mundo, o não saber Meu bem, as vezes eu só quero você E mesmo sem entender esses tantos porquês Sigo meu trilho torto Se sou poeta deste mundo caduco É por compreender e viver tais absurdos Minha alma diz em silêncio estrondoso "Vai garoto, releva esse povo" -Dabliwp

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