A dificuldade de escolher
Entre agir ou não agir
Se devo ou não te conhecer
Me dá vontade de fugir.
Sei que o amor é uma aposta
Pois ele exige decisão
Deixar uma ferida exposta
Pode ferir meu coração.
Aguardando minha resposta?
Ela não vai chegar, perdão.
Minha alma está indisposta
Eu mancharia tua paixão.
Você não merece sofrer
Eu eu nao mereço ser amado.
Fico triste em te perder
Mas, como ser humano ultimamente tenho falhado.
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O invisível amor correspondido
No qual ambos demonstram timidez
Põe em mesa um futuro perdido
Pois faltou-nos avidez.
Resultado de minha covardia
Não tenho formas de negar
Que com aquela linda garota,
Um dia eu anseio conversar.
De fato eu me iludo fácil
Mas sua beleza me encanta
Seu venustoso jeito grácil
Meu pseudônimo desmancha.
Seu cabelo castanho claro
Debruçaria-me sobre eles facilmente
Alguém como ti, encontrar é raro
Não mereço-a, pois, ainda sou displicente.
Um dia, talvez, nossos caminhos se cruzem. Mas depende de mim, o controle das cordas que até eles nos conduzem.
Mas desde já, peço que de mim nada aguarde.
Pois são só versos de um poeta covarde.
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Madrugadas vem e vão
Dias passam e noites florescem
Curiosidade ou sadismo?
Humilhadas em um chão
Pessoas realmente padecem
Cada noite me afundo nesse abismo.
Humanos sem compaixão
Suas vítimas? falecem.
Em mim, fragmentos do cinismo.
Arranque o coração
E seus corpos enrijecem.
Em mim, floresce o estoicismo.
Sícario em missão
Seu ódio, os fornecem.
Em mim, sugere-se o niilismo.
Ao fim, não sei oque pensar.
Sei que a maldade humana existe
Afinal, eu a vi de perto.
Mas espero me curar.
Desse vício, algum dia me liberto.
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Dentre elas o suicídio
Talvez seja a melhor
Um certeiro homicídio
Do meu eu interior.
Mas não posso reclamar
Afinal a Culpa é minha
Desse eterno infamar
Mostrando a Tênue linha
Que parece me amar
Mas enquanto a morte vinha
Eu me lembro de encarar.
Suicídio é amor?
Eu retorno a perguntar
Ele é um ato de pavor
Que acaba de brotar
Em alguém com um ardor
Impossível de apagar.
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Madrugada triste e sombria
Após tempos sem pecar
Poema como penitência
Voltarei a praticar
Sobre vício e dependência
Retomei-me a arruinar
Com minha própria imprudência
Agora terei de lidar.
Jogado aos pecados, me sinto sujo.
Mais uma noite contaminado.
Ao amanhecer, fujo enquanto luto.
Mas, sou um perdedor predestinado.
De fato, acho que nasci pra isso.
Fadado a sentir da vida o amargo.
Mas... só, espere um pouco.
Minha vida composta por eufemismo
Está me deixando louco.
Me conectando com o cinismo
Meu inconsciente ouço.
De modo que sinto florescer o egoísmo.
Que... para as pessoas ao meu redor
Não é nem um pouco justo.
Já não ligo mais pra nada.
Toda madrugada eu me culpo.
Mas, como não ?
Se na culpa minha alma faz morada.
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De uma forma solidária
Retorno aos meus versos
De poemas usuário
Com sentimentos submersos
Tristeza majoritária
Dos estranhos pensamentos
Essa dor tão necessária
Que provoca os sentimentos
Poesia literária
Transformando os sedentos
Em pessoas solitárias
com auto conhecimento
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O amanhecer despreguiça.
Sinto a procrastinação
Como areia movediça
Me prendendo a esse chão
Meu inconsciente cobiça
Fortemente meu colchão
Meus sonhos arriçados
Se tornaram maldição.
Com o pior dos sentimentos
Aprendemos controlar
Os piores xingamentos
De um possível bipolar
No passado teve vida
Dentre os piores momentos
Sua Presença indevida
Entre os meus pensamentos
Mas tentei te tolerar
De uma forma nunca vista
Acabei a multilar
O meu lado pacifista
Os perfeitos argumentos
De forma minimalista
Controlam os desatentos
Como fosse um sofista
O ódio realista
Acaba em açoitamentos
E dificuldade mista
Piorando os batimentos
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Falar de amor é indescritível
Desenhando alguns cenários
Transformo em um romance incrível
Os muitos toques involuntários
Por um lado é vulnerável
Já pelo outro, honorário
De mesmo modo irrisório
Se transformando em venerável
E de um modo inexplicável
Forma-se um vício temporário
Aquilo que era refratário
Acostumou-se ser afável
Falar de amor é inigualável
Sentimentos compulsórios
De maneira insuportável
Sobre amores ilusionários
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