Rotina ou doutrina
O compasso do coração Combalido à vontade de sofrer E que sofrer tenha o sentido do teu olhar A conquista do teu sorriso O horizonte que escapa à vista Jaz na memória Que se insiste na ilusão Perde-se à contramão Da realidade insossa Indisposta ao sentir Encerra-me em contradição. A vontade de desfazer a ausência Que preenche o tédio Desiste a calma Desfaz a alma Esparrama o sentido Aos pedaços da lembrança Encontrada e não querida Na inútil faina da vida. Não abdico a fantasia Perco-me na alegria De crer que o mundo se acaba um dia; Um dia querido, distante Quiçá insuficiente, impotente Para matar o sonho poente Do teu olhar perdido À triste realidade sobrevivente.
Aldino Marques
Você é um poeta do coração, Que escreve com alma e emoção. Suas palavras são como flores, Que desabrocham e enchem o ar de amor. Seus poemas são incríveis, Cheios de sentimento e paixão. Eles tocam o coração, E fazem a alma cantar. Você tem o dom parabéns!
Charles
Caramba, Aldino. Belas palavras, e não me vejo digno delas. Muito obrigado!