Crispina Pedreira @chrisPedreira

À, minha mãe

Teu amor nunca coube no tempo, nem nas paredes simples da infância onde teu colo era abrigo e tua voz espantava meus medos. Foste força quando o mundo pesava, cuidado nas noites silenciosas, proteção constante mesmo quando eu já caminhava sozinho pela vida. Cresci, mas teus olhos continuam os mesmos: vigias ternas do meu destino, mãos que ainda sabem curar as dores que não digo. Há amores que passam, há lembranças que o tempo leva. Mas o teu, mãe, não tem medida, distância ou fim — vive em mim como luz acesa desde sempre.

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