Classe baixa @cenm

a minha dor em macunaíma

O céu sangra O céu sangra Macunaíma chora ao som de bamba Lembra das noites de danças O céu sangra Lembra da Ci esta de seus cabelos Lembra da doçura de seus desejos O céu sangra Anda, vagando, vagabundo, em sua mente, em sua alma Em seus beijos. Sua cara vermelha de tanto amor. - me deixe É o sol que o conforta com luz, expressa em feixes O céu sangra Logo hoje, quando o sol brilha forte e destaca no norte o céu azul. Mais lembrou das noites da amada, quase um ano de fadas Mais derrepente sua vida desmorona tornando azedo igual o suco de uma limonada. Dor que não desejaria a ninguém, e que ele não contém, Mas, triste ela o mantém. Morre a cada dia, por que lembra do amor e que foi feliz um dia mas lembra de memórias que o contagia, se perde em alegria e depois afunda em pura agonia. Essa é a triste vida de Macunaíma. Olha pro céu e sangra pelo peito, mais um triste guerreiro, morrei por dentro e o sangue agunizado, escorre pelo buraco de teu peito. Subiste em sua árvore e foste para o céu - lá encontrarei ci. . . Marvada, e a ela, doce igual mel, serei abelha e cuidarei da flor. Mas que eu vou voar para seu lado e permanecerei abençoado com meu papel. Hoje o céu sangra por que Macunaíma não subiu. Morreu e quando com o vento caiu, se transformou em capim. Nasceu várias árvores onde um amor morreu alí. O céu sangra e Macunaíma perdeu a Ci. Cauã de souza

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