Minhas pernas, são fortes
Feito aço.
Meu coração, bate, como dois planetas
Se colidindo.
Minha mente, consegue observar
Onde poucos querem ir.
Meus braços, carregam, dores
E amores revolucionários.
Mas meu peito, guarda fé e justiça
Como nenhum deles tem feito.
Poeta anônimo
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Tua cintura me guia
E eu bobo
Vou
Até afundar, a língua
E só paro, quando as vacas voarem.
Tua boca me seduz,
E isso não vou nem te contar
Se não, você não libera, eu, de lá.
Se eu te contar, o quanto que gosto
De quando você me morde.
Só não te falo, isso
Porque, com você em cima
Da minha mente
Não me deixa nem respirar.
Teu pescoço, é onde começa
Meu sonho
Que só acordo, depois disso tudo.
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São pequenas gostas de loucura
Que leva a gente a creditar
São passos pequenos, que só apaixonados
Conseguem memorizar
De tanta dor no mundo, há felicidades no outro
No teu abraço e tua sinceridade.
Nós casais... Já fui um.
Nas escolas, novas potencias humanas
Não estigadas a potencialidade.
E no amor, liberdade de amar, incondicionalmente.
E no psique do outro, tem um pouco de mim
E isso, nós faz evoluir.
Internamente. Graças a "d"eus.
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Hoje, ultimamente. Tenho ido pra faculdade. Lá conheci uma garota, bem bacana. Na verdade, no meio período de ir até lá e da minha inscrição na facu. Conheci algumas mulheres que me chamaram muito a atenção, mulheres lindas de mais.
As vezes fico muito maravilhado. Porque fico grande parte do tempo isolado dos outros jovens.. mais pelo lado bom. Enriquece o meu lado enquanto pessoa. Isso é o que mais valorizo em min.
Enfim, conheci a Larissa. Uma graça. Bem difícil. Mais gostei e me apeguei muito a ela. Queria realmente ter a oportunidade de viver algo com ela, mas, infelizmente a situação atual não permite. E agora eu estou em casa. E tá tudo uma bagunça, até minha cabeça. Isso é difícil.
Por isso também não posso namorar. Esse período até eu conseguir me fundar vai ter que seguir assim.
Eu não queria me afastar dela, mais tive que fazer isso. É uma dificuldade manter essas coisas assim. Mais fazer o que?
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Eu venho de muito longe
De um lugar
Onde nem o sol se esconde
Onde a lua ilumina feito lâmpada
Onde tem alegria até de baixo da cama
Um lugar, onde existia fogueira da noite
Uma brincadeira danada
E uma pequena criançada
Histórias dos antigos
Que nos traziam visões de pequenos indios.
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No vinil
Um barão
Ou um barato
Um cigarro no bolso
E um frio pra esquentar o coração
Na vista, só a tristeza ou a destreza
Da força que ha na alma.
No peito, a história e a dor
Que nos visita em alguns momentos.
Um tiro na vista, uma mente na testa
A mentira em volta
E daqui, eu volto para o nada
E na calada da solidão, me pergunto se estou onde sou, onde existe espaço para ser.
Em quanto não sou, me calo em volta
Da mesa
E de toda essa putada
Precisava da roda
De rima e de poesia.
Mas nessa, só existem verdades poucas
Ou nenhuma.
Me sinto um, comigo e em poucos lugares
Sou o que sou.
E eu sou poesia recitada, gritada. Com amor e ódio.
E nela, desperta, o ódio em nós
A mentira deles sobre nós
As inverdades que nos atormentan.
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Eu, precisava vim
Nesse pequeno espaço.
Olhar para o meu relógio que preciso comprar.
Quem sabe assim, eu consiga ter o tempo em minhas mãos
Porque últimamente
Ele tem corrido pela vida
E eu nem consigo acompanhar.
Mais rápido que uma bala
Mais rápido do que sinto
E quando eu me dei por conta.
A barba já está grande
O cabelo aos ventos
E a breve sensação de poder voltar a alguns momentos.
Se no final da vida
Eu puder voltar para ca um dia
O que eu diria?
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O erro do jovem comunista
é entrar em um término
com uma mulher branca
No mesmo período que estuda racismo estrutural
E violência de gênero.
O céu sangra
O céu sangra
Macunaíma chora ao som de bamba
Lembra das noites de danças
O céu sangra
Lembra da Ci esta de seus cabelos
Lembra da doçura de seus desejos
O céu sangra
Anda, vagando, vagabundo, em sua mente, em sua alma
Em seus beijos.
Sua cara vermelha de tanto amor.
- me deixe
É o sol que o conforta com luz, expressa em feixes
O céu sangra
Logo hoje, quando o sol brilha forte e destaca no norte o céu azul.
Mais lembrou das noites da amada, quase um ano de fadas
Mais derrepente sua vida desmorona tornando azedo igual o suco de uma limonada.
Dor que não desejaria a ninguém, e que ele não contém,
Mas, triste ela o mantém.
Morre a cada dia, por que lembra do amor e que foi feliz um dia mas lembra de memórias que o contagia, se perde em alegria e depois afunda em pura agonia. Essa é a triste vida de Macunaíma. Olha pro céu e sangra pelo peito, mais um triste guerreiro, morrei por dentro e o sangue agunizado, escorre pelo buraco de teu peito. Subiste em sua árvore e foste para o céu
- lá encontrarei ci. . . Marvada, e a ela, doce igual mel, serei abelha e cuidarei da flor. Mas que eu vou voar para seu lado e permanecerei abençoado com meu papel.
Hoje o céu sangra por que Macunaíma não subiu. Morreu e quando com o vento caiu, se transformou em capim. Nasceu várias árvores onde um amor morreu alí.
O céu sangra e Macunaíma perdeu a Ci.
Cauã de souza
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Superficie
Aquela mesma
Que regride
Não progride
Agride
E denigre.
A quela
Que mata
Maltrata
E difarça
A mesma coisa
Que entope
Gente esnobe
De sentidos nobres
Mais os disfarça.
E vestem uma máscara
Que nada passa
E o pré-conceito
Ameaça.
Destroi lar
Família
Raça.
E por isso se morre lá
Por que a superfície é rasa
E ela mata.
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