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Classe baixa

@cenm · desde 2023

homem de cor

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Pedacinho

Minhas pernas, são fortes Feito aço. Meu coração, bate, como dois planetas Se colidindo. Minha mente, consegue observar Onde poucos querem ir. Meus braços, carregam, dores E amores revolucionários. Mas meu peito, guarda fé e justiça Como nenhum deles tem feito. Poeta anônimo

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Tu

Tua cintura me guia E eu bobo Vou Até afundar, a língua E só paro, quando as vacas voarem. Tua boca me seduz, E isso não vou nem te contar Se não, você não libera, eu, de lá. Se eu te contar, o quanto que gosto De quando você me morde. Só não te falo, isso Porque, com você em cima Da minha mente Não me deixa nem respirar. Teu pescoço, é onde começa Meu sonho Que só acordo, depois disso tudo.

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Loucura

São pequenas gostas de loucura Que leva a gente a creditar São passos pequenos, que só apaixonados Conseguem memorizar De tanta dor no mundo, há felicidades no outro No teu abraço e tua sinceridade. Nós casais... Já fui um. Nas escolas, novas potencias humanas Não estigadas a potencialidade. E no amor, liberdade de amar, incondicionalmente. E no psique do outro, tem um pouco de mim E isso, nós faz evoluir. Internamente. Graças a "d"eus.

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Arte

Vamo morrer gurizada, daqui um tempo, quem foi voce?

Hoje, ultimamente. Tenho ido pra faculdade. Lá conheci uma garota, bem bacana. Na verdade, no meio período de ir até lá e da minha inscrição na facu. Conheci algumas mulheres que me chamaram muito a atenção, mulheres lindas de mais. As vezes fico muito maravilhado. Porque fico grande parte do tempo isolado dos outros jovens.. mais pelo lado bom. Enriquece o meu lado enquanto pessoa. Isso é o que mais valorizo em min. Enfim, conheci a Larissa. Uma graça. Bem difícil. Mais gostei e me apeguei muito a ela. Queria realmente ter a oportunidade de viver algo com ela, mas, infelizmente a situação atual não permite. E agora eu estou em casa. E tá tudo uma bagunça, até minha cabeça. Isso é difícil. Por isso também não posso namorar. Esse período até eu conseguir me fundar vai ter que seguir assim. Eu não queria me afastar dela, mais tive que fazer isso. É uma dificuldade manter essas coisas assim. Mais fazer o que?

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História

De onde eu vim

Eu venho de muito longe De um lugar Onde nem o sol se esconde Onde a lua ilumina feito lâmpada Onde tem alegria até de baixo da cama Um lugar, onde existia fogueira da noite Uma brincadeira danada E uma pequena criançada Histórias dos antigos Que nos traziam visões de pequenos indios.

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Arte

Na duvida, um cigarro. Isso também è arte.

No vinil Um barão Ou um barato Um cigarro no bolso E um frio pra esquentar o coração Na vista, só a tristeza ou a destreza Da força que ha na alma. No peito, a história e a dor Que nos visita em alguns momentos. Um tiro na vista, uma mente na testa A mentira em volta E daqui, eu volto para o nada E na calada da solidão, me pergunto se estou onde sou, onde existe espaço para ser. Em quanto não sou, me calo em volta Da mesa E de toda essa putada Precisava da roda De rima e de poesia. Mas nessa, só existem verdades poucas Ou nenhuma. Me sinto um, comigo e em poucos lugares Sou o que sou. E eu sou poesia recitada, gritada. Com amor e ódio. E nela, desperta, o ódio em nós A mentira deles sobre nós As inverdades que nos atormentan.

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Arte

Um recorte do tempo

Eu, precisava vim Nesse pequeno espaço. Olhar para o meu relógio que preciso comprar. Quem sabe assim, eu consiga ter o tempo em minhas mãos Porque últimamente Ele tem corrido pela vida E eu nem consigo acompanhar. Mais rápido que uma bala Mais rápido do que sinto E quando eu me dei por conta. A barba já está grande O cabelo aos ventos E a breve sensação de poder voltar a alguns momentos. Se no final da vida Eu puder voltar para ca um dia O que eu diria?

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Arte

Um erro jovenil

O erro do jovem comunista é entrar em um término com uma mulher branca No mesmo período que estuda racismo estrutural E violência de gênero.

a minha dor em macunaíma

O céu sangra O céu sangra Macunaíma chora ao som de bamba Lembra das noites de danças O céu sangra Lembra da Ci esta de seus cabelos Lembra da doçura de seus desejos O céu sangra Anda, vagando, vagabundo, em sua mente, em sua alma Em seus beijos. Sua cara vermelha de tanto amor. - me deixe É o sol que o conforta com luz, expressa em feixes O céu sangra Logo hoje, quando o sol brilha forte e destaca no norte o céu azul. Mais lembrou das noites da amada, quase um ano de fadas Mais derrepente sua vida desmorona tornando azedo igual o suco de uma limonada. Dor que não desejaria a ninguém, e que ele não contém, Mas, triste ela o mantém. Morre a cada dia, por que lembra do amor e que foi feliz um dia mas lembra de memórias que o contagia, se perde em alegria e depois afunda em pura agonia. Essa é a triste vida de Macunaíma. Olha pro céu e sangra pelo peito, mais um triste guerreiro, morrei por dentro e o sangue agunizado, escorre pelo buraco de teu peito. Subiste em sua árvore e foste para o céu - lá encontrarei ci. . . Marvada, e a ela, doce igual mel, serei abelha e cuidarei da flor. Mas que eu vou voar para seu lado e permanecerei abençoado com meu papel. Hoje o céu sangra por que Macunaíma não subiu. Morreu e quando com o vento caiu, se transformou em capim. Nasceu várias árvores onde um amor morreu alí. O céu sangra e Macunaíma perdeu a Ci. Cauã de souza

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farsa

Superficie Aquela mesma Que regride Não progride Agride E denigre. A quela Que mata Maltrata E difarça A mesma coisa Que entope Gente esnobe De sentidos nobres Mais os disfarça. E vestem uma máscara Que nada passa E o pré-conceito Ameaça. Destroi lar Família Raça. E por isso se morre lá Por que a superfície é rasa E ela mata.

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