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Naquela noite escura. Não tão escura quanto o vazio que habitava em meu peito. Ergui os olhos ao céu como quem contempla uma vista pela última vez. Na intenção de que realmente fosse a última. O silêncio daquele instante tornava o grito do meu peito ensurdecedor. Gritava. Suplicava. Implorava para que tudo acabasse ali naquela vista final. Eu não buscava as estrelas. Mas ainda assim elas me encontraram. E, se fossem cadentes, meu pedido certamente seria que tudo se acabasse, E que aquele momento fosse o último. Como se soubessem, como se conhecessem cada célula cansada do meu corpo, elas brilharam brilharam como se não existisse um amanhã, como se soubessem que eu já não lutaria por um amanhã. Eu as encarei com a mesma intenção a de ser a última vez. E, então, quase como um último suspiro, a estranha beleza daquele céu imenso estranhamente bonito me resgatou do abismo. As estrelas me salvaram. 𝐁𝐲 𝐀𝐧𝐚
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