Seu destino será cruel
Tenho palavras guardadas Feito balas na agulha À espera do gatilho Prontas para perfurá-lo Piso em cima dos seus rabos presos Ultrajado, não podes espernear Bolindo à mão teus podres segredos Não me infecto, mas posso espalhar Desgraça do homem é chegar ao topo Fundado em lamas, tramas e detritos Chorume, carcaças e lodo, apodrecendo Ansiosos, há tempos, para afogá-lo Não há escapatória, nem absolvição Quando o destino anela por tragá-lo Pouco a pouco, sem força, por inanição Há de o suprimir, combalir e devorá-lo O destino não é fera, é paulatino e frio Valido da razão, em que espera, a ruí-lo Suga gota a gota, atira pedra por pedra Tortura, revira, instiga agonia na queda
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