Pousar e Perecer
Sou pássaro pousando pleno nas planícies Dos enormes castelos do teu amor, Pérfido momento em que mergulhei Em palacetes corroídos. Bati minhas pequenas asas pálidas Em busca do prometido príncipe; Então, ele me prendeu em um trono De promessas perdidas, Deixando-me habitar penhascos De memórias destruídas. Pela janela, eu via o vento soprar o pranto, Pairando a neblina de momentos petrificados. Observava penas caídas no mármore frio do palácio, Pálpebras pesadas de prantear o que já era poeira. Percebi o preço de aceitar a punição Da tua masmorra inteira, Pulsando sangue frio em paredes de pura pedra. E, em silêncio, parto sob a penumbra do passado, Pedindo aos céus permissão para sonhar Para longe de ruínas ilusórias. 🪶
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