Limite de Chandrasekhar ○
Divaguei sobre os astros, a escala geológica e estelar, onde o tempo parece estático e eterno, colidindo violentamente contra meu ser frágil e mortal. O tempo paradoxal, a ampulheta esvaindo a poeira, e ainda lateja a angústia sufocante: despertar para a imensidão é insuportável. Observar a magnitude do cosmos enquanto calculo, friamente, a distância exata entre os átomos que me compõem e o abismo celeste. Quando viajo por galáxias indiferentes, percebo-me como um erro na equação da permanência. Variável ínfima. Num silêncio rompante, sinto a gravidade espremer minha vértebra ao centro da minha própria insignificância. E nessa posição — comprimida, cedendo ao peso —, ocorre uma implosão. Resta a partícula rompida, suspensa no vácuo absoluto das minhas aflições.
Sad Night
"Num silêncio rompante, sinto a gravidade espremer minha vértebra ao centro da minha própria insignificância" Que belo e brutal...
𝔅𝔯𝔢𝔫𝔡𝔞
Obrigada pelo comentário! fico feliz que tenha gostado ♡