𝔅𝔯𝔢𝔫𝔡𝔞 @brenda_gasparetto

Devora-me e Decifro-te

​Sob a pele crua, onde as cicatrizes reluzem com a luz da lua, O sangue que escorre por entre elas é o resto do que você tentou colher. ​Te observo fria, ajoelhando-se como quem busca o sagrado, Mas minhas mãos estão sujas de terra e carmesim. ​Não há pureza no altar que criamos. Como larvas que adentram a carne sem permissão, Me consomes sem ar ou paixão. ​Enquanto meus dentes cerrados amaldiçoam teu nome, Decifro o teu vazio enquanto me sinto ausente e disforme. ​Te embebedas da taça que transborda o amargo, Pois o doce é apenas a superfície da dor. Se eu sou o abismo onde você se perde, Você é a queda... que eu chamo amor.

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