Devora-me e Decifro-te
Sob a pele crua, onde as cicatrizes reluzem com a luz da lua, O sangue que escorre por entre elas é o resto do que você tentou colher. Te observo fria, ajoelhando-se como quem busca o sagrado, Mas minhas mãos estão sujas de terra e carmesim. Não há pureza no altar que criamos. Como larvas que adentram a carne sem permissão, Me consomes sem ar ou paixão. Enquanto meus dentes cerrados amaldiçoam teu nome, Decifro o teu vazio enquanto me sinto ausente e disforme. Te embebedas da taça que transborda o amargo, Pois o doce é apenas a superfície da dor. Se eu sou o abismo onde você se perde, Você é a queda... que eu chamo amor.
Comentários · 0
Nenhum comentário ainda. Entre para ser o primeiro a comentar.