Réquiem para os Sonhos Perdidos
Distante de um jardim de alegrias e de um ludismo afável, prevaleceram labirintos infinitos: paredes úmidas, luminescências espectrais, tons amarelados que perpetuavam o tédio. Inarticuladas eram as falas daqueles que puderam apenas vislumbrar o léxico do pavor e jamais compreenderam o significado de “lar”. Tiveram apenas cristalizado, em raízes podres, o reduto de telha rubra jorrando dos céus, a indiferença penetrante de um cobertor frio sobre um corpo trêmulo. Agora andam a vagar, sem rumo, comunicando-se em um dialeto morto, à beira de abismos — escolhendo olhar para baixo na tentativa de avistar alguma beleza perdida nos escombros de brinquedos quebrados.
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