Ana @brazi
Morte

Decompor d'alma (Pragas)

​Foi na morte onde finalmente me senti pertencente, um encontro como almas gêmeas nunca teriam. ​Pela primeira vez meu corpo foi tocado. Todas as pragas despedaçavam cada parte do meu corpo — e em vez de dor, senti amor — não seria isso amar? ​O prazer, com a terra que me corroía, cada mordida era um suspiro da minha alma. ​Me misturei com a terra; nos tornamos um só. Não só a nutri, mas ela me nutriu, o que em vida sempre mostrou escassez.

Comentários · 1

  1. POEMICIDA®

    E os vermes fizeram o banquete!