um dia depois das trevas.
nossos corpos mexendo em um sentido doce lençóis brancos escondendo a performance do sentimento uma coreografia delicada em direção ao nirvana entre o abismo e a sorte nossas almas estão suspensas na névoa de um mesmo quarto nossos dedos dedilham o vazio nossas conversas devoram os ponteiros do relógio em uma mesma cama a minha carne converge em casa para abrigar a tua voz espero que as trevas não durem a eternidade nos meus olhos que, aos poucos, eles se movam para que minhas retinas possam fotografar os trechos do teu espírito na geografia do teu corpo
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