O seu toque, doce e acetinado
Transborda em meu peito prosélito
Essa bel ventura é meu vasto prazer
Sinto, e digo
Me envolvo nos braços mais afeitos que vi
Ali eu me vejo
Me aqueço entre o mel e o ávido
Tuas linhas me ensinaram a percorrer seu corpo inteiro
Me tornei desbravadora de cada canto do teu ser
Quem uma vez te teve aos braços e escorregou pelos dedos - amargo.
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Calei-me para não tropeçar em minhas palavras
Segurei minhas lágrimas quando queriam rolar
O meu grito foi dado
Cheguei no topo da roda-gigante
Tudo isso por um instante
E depois de tanto, dispercei o teu sorriso
Vi nascerem as tristes mágoas
Pois o meu limite também foi o seu
E o que há de vir, ainda não sei
Mas quando bate a saudade
No peito, as lembranças se embaralham
Disso eu muito entendo;
Não poderia dizer que estamos num labirinto
Porque você já econtrou a saída
Eu, algumas vezes, murchei,
Foi quando você voltou para me regar
Bem-me-quer, mau-me-quer...
Vai se saber!
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Andei a pensar e refletir sobre casos e causos. Olhei para dentro de mim. Percebi então uma pérola escondida - às vezes sou como uma ostra - que há muito buscava explicação.
Se eu fosse parte de alguma construção, nao seria nenhum prédio, nem portas ou janelas. Não seria uma sacada, talvez, também, nem um Monumento. Mas e então? eu seria uma ponte! pontes são meios de conexão. Ligam Leste a Oeste. São lugares de inspiração, são amigas dos rios e guias dos olheiros do pôr do sol!
Eu sou essa ponte: facilitadora. E como minha imaginação me permite criar, eu seria como aquelas da Escócia! Com vegetação envolta, com montanhas como vizinhança, e as aves como trilha sonora! Eu nasci para ser o encaixe, a rota, o lugar de encontro; sou aquela que não somente é a ponte, mas que pontes constrói...
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Eu luto
Com o luto
Que me esbarra
E embaça
A vidraça
Da minha janela
E na goela
Um grito mudo
Absurdo
Instinto
Porque sinto
A sua partida
Quando na vinda
Na realidade
Você não ficou
E se foi
Tão de repente
Sem pensar na gente
Inconsciente
Pois "a gente"
Nunca existiu.
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Eu tenho o dom de sonhos fabricar
nasci numa terra de sonhadores
e todos amamos sonhar
se de lá para cá eu vou
retorno querendo voar
meu lar me dá asas
e cada vez mais longe eu quero chegar
dentro de mim fazem festas
as mais Encantadas ideias
saltitam nessa cidadela
onde a fonte dos desejos é grande
mas ainda maior é a vontade
De realizar!
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A simplicidade
Quando estampada no rosto
É o maior ato de humildade
E viva a essa humildade!
Trabalho duro com as mãos
Sorriso na cara
Olhos que brilham
E gratidão no coração
Assim é que se faz!
Altivez não tem vez
Não ensina
Não mata a cobra e mostra o pau
Só mostra o que lhe convém
Que belo
De se admirar
Pequenos esforços
Dos delicados braços
Que lutam e afagam
Logo vem o legado
E outros inspirados
Porquê aquilo que é bom
É cultivado e tem florescer.
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Tu, a quem o sobrenome eu dei
"afeição"
Despertou, como desperta um relógio
Nas embaladas suas,
Em mim, uma doce emoção
Mas...
Todavia...
Porém...
À meia noite se conclui um dia
E semelhante à cinderela
Durou pouco o quê foi bom.
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Calo no pé;
Sapatilhas de balé;
Pedra dentro do sapato;
Usar salto muito alto;
São todas coisas doloridas
Mas hoje, choro por tua partida
E se correr por uma cidade inteira
Curasse esse pranto
Ah! Eu não exitaria
Tão logo correria
E pelo caminho capturaria
As mais ternas alegrias
E encheria-me até me robustecer.
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Ao lado da cama
O criado-mudo
Sobre ele
A minha xícara de chá
Pego o meu telefone
À moda antiga,
Daqueles de discar,
Visto meu pijama
Cor-de-rosa
E a festa vai começar
Ligar para as amigas
Conversar e gargalhar
Falar do nosso plano
De pra Paris viajar...
Minha música favorita
Vou colocar pra tocar
Pular no colchão
E me sentir boba!
São coisas pelas quais
Valeria eu me descabelar...
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