Lua
Lua, eu te olho como quem procura um pedaço de si na altura. Tu, tão longe, e ainda assim tão presente, clareias o que em mim permanece ausente. Talvez seja por isso que eu te contemple em silêncio: tu conheces a escuridão, mas não deixas de ser encanto. As estrelas te cercam, e eu, pequena, te admiro. Tu não foges da noite, aprendeste a brilhar dentro dela. Se um dia eu me perder, Lua, não precisa me mostrar o caminho. Só permanece acesa, para eu lembrar, devagarinho: que até aquilo que nasceu para morar na escuridão pode carregar luz sem deixar de ser sombra. Bellefleur🌸
ỌHAR
lindo poema, como sempre 👏✍️🏼
clarice
Obrigada 🌹