I.C @bellaanderlane

Jovem mulher

Ser órfã de mãe depois de se tornar adulta é uma sensação estranha. A vida continua, os dias passam, você sorri, sai, conversa e vive momentos felizes. Para quem olha de fora, parece que está tudo bem. Mas, por dentro, existe uma saudade que nunca vai embora por completo. Nos dias felizes, lembro de tudo o que vivi ao lado dela, das pequenas coisas, dos momentos simples e das lembranças que guardo com carinho. Nos dias difíceis, tudo o que eu queria era poder ouvir sua voz, receber um abraço e sentir que, por alguns minutos, eu não precisava ser tão forte. É estranho crescer e perceber que, mesmo sendo uma mulher adulta, ainda existe uma criança dentro de mim que sente falta da mãe. Uma criança que, às vezes, só queria colo, carinho e alguém que dissesse que tudo ficaria bem. É cansativo ter que seguir em frente mesmo quando o coração está apertado. Ter que guardar os sentimentos, enfrentar os problemas e aprender a viver com uma ausência que ninguém pode preencher. Eu continuo vivendo, tenho meus sonhos, meus dias bons e minhas dificuldades. Mas existe uma parte da minha vida que sempre vai sentir falta dela. Porque, por mais que o tempo passe, algumas saudades não diminuem, apenas aprendemos a conviver com elas. Hoje, entendo que perder uma mãe não significa deixar de precisar dela. Significa aprender a viver sem sua presença, mesmo quando tudo dentro de nós ainda deseja tê-la por perto. A verdade é que eu cresci, me tornei mulher, mas nunca deixei de ser a filha que precisa da mãe. Ass: I.C

Comentários · 1

  1. POEMICIDA®

    Perder a mãe é pior dor que eu senti, te entendo...