Ser órfã de mãe depois de se tornar adulta é uma sensação estranha. A vida continua, os dias passam, você sorri, sai, conversa e vive momentos felizes. Para quem olha de fora, parece que está tudo bem. Mas, por dentro, existe uma saudade que nunca vai embora por completo.
Nos dias felizes, lembro de tudo o que vivi ao lado dela, das pequenas coisas, dos momentos simples e das lembranças que guardo com carinho. Nos dias difíceis, tudo o que eu queria era poder ouvir sua voz, receber um abraço e sentir que, por alguns minutos, eu não precisava ser tão forte.
É estranho crescer e perceber que, mesmo sendo uma mulher adulta, ainda existe uma criança dentro de mim que sente falta da mãe. Uma criança que, às vezes, só queria colo, carinho e alguém que dissesse que tudo ficaria bem.
É cansativo ter que seguir em frente mesmo quando o coração está apertado. Ter que guardar os sentimentos, enfrentar os problemas e aprender a viver com uma ausência que ninguém pode preencher.
Eu continuo vivendo, tenho meus sonhos, meus dias bons e minhas dificuldades. Mas existe uma parte da minha vida que sempre vai sentir falta dela. Porque, por mais que o tempo passe, algumas saudades não diminuem, apenas aprendemos a conviver com elas.
Hoje, entendo que perder uma mãe não significa deixar de precisar dela. Significa aprender a viver sem sua presença, mesmo quando tudo dentro de nós ainda deseja tê-la por perto.
A verdade é que eu cresci, me tornei mulher, mas nunca deixei de ser a filha que precisa da mãe.
Ass: I.C
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A vida é como uma violeta na janela no amanhecer de verão.
Vai ter dias que o sol irá lhe castigar e em outras irá lhe mostrar o quão bela tu és. A força e a coragem são elementos fundamentais da violeta, são tais elementos que a faz ser quem é.
Ela não precisa tentar ser uma rosa ou um girassol, ela sabe que é perfeita sendo uma violeta. Seja o que tu és, não tente ser outra flor. Muitas das vezes, fingir ser quem não é adoece, e a máscara gruda na verdadeira face.
Vai chegar um dia que nem você vai saber se és violeta, rosa ou um girassol.
Tente quantas vezes forem necessárias. Caia, mas levante-se em seguida, mostre ao mundo o quão você é capaz, mas principalmente prove a você mesma que você é sim capaz.
Aqueles que de fato te amam, irão te amar do jeito que tu és, sendo violeta ou rosa. Quem lhe ama verdadeiramente não vai lhe ver apenas pela aparência, vai ver o seu verdadeiro ser.
É isso que faz toda a diferença...
Autora: I.C
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Deus, sua filha anda tão cansada. Meu mundo vive desmoronando. Meu corpo pede por descanso, minha alma pede por liberdade.
Deus, se minhas orações não chegarem até Você, que Você possa ouvir meu coração, o soluço e o meu clamar constante.
Se não for tão tarde, por favor, Pai, salva-me dos meus pensamentos e dessa dor que insiste em ficar. Cura as feridas que estão cravadas no meu peito, cravadas em minha alma. Meu corpo pede socorro de uma dor que nunca teve fim.
Eu não quero desistir, ó Pai, mas está muito difícil para a Sua filha. Eu gosto de viver, gosto...
Eu amo a natureza, amo músicas calmas e sem letras, amo o som dos passarinhos, amo os animais, amo escrever, amo ler, amo dias gelados e calmos, amo ficar em casa. Eu amo tantas coisas que só a vida é capaz de me dar. Então por quê, ó Pai, por que não consigo amar mais as coisas que tanto amo? Por que ando tão longe da minha sanidade?
Pai, peço que ouça o meu clamar, que me salve dessa escuridão.
A Sua filha já não é a mesma. Talvez ela nunca tenha sido tão sã.
Pai, eu só lhe peço:
Salva-me.
I.C
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Ultimamente me sinto tão vazia, longe da realidade que deveria habitar em mim. Sinto-me perdida perante as minhas próprias expectativas. Tem dias em que cada segundo parece uma hora e cada hora parece um dia. É uma sensação bem conhecida por mim.
Eu sei o quão forte eu posso ser, mas sei que eu ainda sou apenas uma criança. Meus olhos estão inchados e possivelmente doloridos pela enchente de lágrimas que fugiram dos meus olhos. Eu tentei prendê-las dentro do meu peito, mas a cada batida que o mesmo dava, uma gota lutava para sair. Lembranças não vão com o tempo, e nem se desfazem. Elas apenas aceitam a partida do ser. Lembro-me de você e também lembro-me de mim. De como eu era antes de tudo isso acontecer, antes de você partir.
Eu não sou uma mulher forte. Eu sou apenas uma garota querendo seguir os passos daquela que sempre foi o meu lar, o meu porto seguro perante as tempestades. Você sempre esteve presente em todas elas. O luto não tem uma data de validade para ser validade, ele pode ser eterno. Eu sinto isso todos os dias, o tempo todo. O meu luto será sempre eterno, porque eu nunca esquecerei você.
De uns meses para cá, recebi um diagnóstico. Quando me foram ditas cada palavra e os resultados dos exames, percebi que eu nunca deixei de ser apenas uma pequena criança. Naquele momento, eu precisava de você mais do que tudo nesta vida. Eu precisava do seu abraço, das suas palavras, de você.
Mãe, eu sei que esta carta aberta nunca vai chegar até você, mas espero de todo o meu coração que você saiba o quanto foi uma grande mulher na minha vida. Uma inspiração para mim...
Eu amo você. ❤️
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A vida continua como o vento
num dia nublado, lutando contra
as nuvens, lutando contra
a lembrança, o sussurro que ouço
frequentemente, meu próprio
batimento cardíaco a mil, uma luta
permanente durante a madrugada,
uma chuva intensa, uma dor aguda.
Talvez eu nunca vá vencer essa
luta, mas que mal tem?
No final eu sou a guerreira que
nunca desiste de uma batalha.
Caindo ou de pé, eu sempre
estarei na primeira fileira desse
eterno conflito interno. Eu sou
a guerreira da minha história.
Nessa história não há princesa,
é sim uma guerreira. Batalhas
silenciosas, essa guerreira já está acostumada. Mas tem duas que ela queria apenas ser uma princesa, é.... Talvez poder descansar um pouco....
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*Batalha Silenciosa*
Ninguém viu a guerra que travei aqui dentro.
O campo de batalha tinha o tamanho do meu peito,
e cada madrugada era um novo enfrentamento
contra fantasmas que só eu conhecia direito.
Não houve aplausos, não houve medalha.
Só eu, minha sombra e o peso de não ceder.
Cada respiração foi uma trincheira que não falha,
cada passo à frente, um jeito de não morrer.
Você não sabe, mas eu lutei.
E sabe mais? Eu venci.
Não foi com grito, foi com silêncio que me curei,
foi quando aprendi a ficar e, mesmo em cacos, me reconstruí.
Hoje o barulho dentro já não me domina.
Ainda tem eco, ainda tem cicatriz.
Mas a paz enfim chegou devagar, fina,
ensinando que até o caos pode ser raiz.
Se doer de novo, que doa.
Eu sei o caminho de volta pra casa.
A batalha era minha, a vitória também.
eu e minha mente, em trégua, criando asas.
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O meu corpo está em alerta, já faz um tempo que me encontro assim. Em certas situações, o meu eu do passado já teria corrido para seu refúgio. O tempo passa rápido, porém eu me encontro perdida num labirinto que provavelmente fui eu que fiz. Meu cérebro está em alerta, como um sino irritante prestes a despertar. Isso não é novidade para mim, essa sensação de escuridão. É como se uma pequena flecha de luz, que um dia iluminava meu ambiente pessoal, tivesse aos poucos se apagado por completo. Aperto no peito, falta de ar, vista turva, isso lembra alguma coisa.
Meus olhos encontram uma verdade distinta toda vez que me olho no espelho, tal situação frequente. Olho para minha face no espelho, porém não sou eu que vejo, eu lhe vejo: nariz, olhos, sobrancelha, sorriso. Eu sou uma réplica quebrada sua, juro que durante a minha vida inteira eu sempre me via longe de tal coisa. Porém num certo dia, após uma longa noite de dramas psicológicos, lá estava eu em frente ao espelho. Foi rápido e sereno, eu lhe vi por um segundo, realmente lhe vi. Me assustei com tal possibilidade, talvez fosse coisa da minha cabeça. Mas mãe, como você está? Eu realmente perguntei isso ao espelho naquele dia.
Eu ainda lembro sua voz, mesmo depois de quase três anos sem ouvi-la, isso deve ser um dom. Tem dias que me pego rindo, como se o mundo não tivesse me destruído num sábado de março. Em outros, lembro de cada segundo daquele dia, as imagens, os sons, tudo. Depois que você se foi, peguei trauma de chuva forte. Toda vez que o céu chora muito, e os trovões aparecem, meu corpo treme e só quero chorar.
Hoje tenho vinte e um anos, muitas coisas mudaram, porém ainda espero você chegar de viagem. Para mim, você só estava cansada e precisava viajar. Sei que é mecanismo de defesa, meu corpo tentando me proteger. Mas mãe, espero que você esteja gostando da viagem, que esteja bem e feliz. Talvez um dia eu te veja chegar de novo, nem que seja em outra pessoa. Quero contar tudo o que rolou desde então...
Isso é apenas um desabafo.
Autora: I.C ✨
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Lá fora está chovendo, uma chuva fina porém persistente, ela está lá fora a dias, ela cai sem parar, às vezes se desespera e aumenta a sua intensidade, porém sabe que deve ser calma e serena. De dia a mesma beija o Sol e de noite a lua, ela está presa nesse sentimento incerto: dois amores. A mesma não sabe mais o que fazer, ela não sabe qual caminho seguir, é tão errado assim amar os dois? O sol é claro e brilhante, quente e aconchegante; a lua é escura e fria, porém carrega junto a ela a sua nostalgia. Então porque? Porque a chuva não pode amar os dois? Se os dois a fazem tão bem......
Autora: I.C ✒️🍀
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Olhos brilhantes, perdidos num escuro labirinto. A neblina de um eterno desespero, o vento cortante que soprava em meu ventre, seus toques como lâminas, a me cortar por completo. Isso não é um simples relevo, porém é numa grande neblina que o relevo se faz. Correr sem destino algum, tropeçar numa eterna piscina de álcool, a dor está latejante. É como voltar no passado, num tempo quebrado em memórias distintas por soluços quebrados numa noite vazia de luar. A luz que me penetrava igual ao ser maligno que tu és, entre deveres e prazeres. Porque o norte não é igual ao sul? Talvez aquele escuro estivesse dentro de mim! Leve espasmos musculares, um tremor de medo, meu corpo se arrepiava a cada sussurro. Era como estar numa grande cama cheia dos piores incertos rastejantes possíveis. Eu andei, andei sem olhar para trás. Cada passo uma dor, e cada dor, uma lâmina deixada para trás. Não ouse me seguir. O trajeto será distorcido e cortante, te machucará sem piedade. Eu mesmo o fiz o caminho, sei cada pegadinha posta em si, sei que o machucará cada vez que o pisar. Então por favor não ultrapasse meus limites, porque eles não são somente meus, e sim um limite de uma vida inteira. Talvez você não entenda, e está tudo bem nisso, porque não é, e nunca foi a sua obrigação me entender. Seu limite é maior que o meu, seu caminho foi melhor que o meu. Então por que insiste em tentar? Não vê a grande diferença entre nós? Meu toque um dia quente hoje se encontra gelado, castigo de um tempo frio. Eu gosto disso, do frio. Ele me entende melhor que ninguém.
Autora: I.C ✒️🍀
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Você já teve uma dor de cabeça constante, daquelas que parecem querer lhe matar, como uma última gota de suor após uma maratona, quando o coração está por mil e parece que por um segundo sua alma sai de seu corpo, o frio constante se mistura com aquele calor ofegante, sua respiração vira uma escola de samba, sua vista começa a embaçar, suas mãos geladas pelo frio constante começaram a tremer pela falta de cuidado, cuidado esse que você ficou adiando a vida inteira. Que dor de cabeça é essa que parece querer me matar? Meu corpo todo treme e eu não consigo parar, consigo sentir o medo na minha respiração. Ela sempre vem a mim, senta ao meu lado e diz: "hoje ainda não é a sua vez". Com a sua grande capa preta, Oh dor de cabeça. Por que insiste em me deixar mal? Porque quero ir, mais ao mesmo tempo não. Oh, tem dias que eu te chamo e em outros me pego tremendo num canto escuro do meu quarto murmurando minha música de autocontrole pra impedir meu medo de vir com tudo. Ohh, dor de cabeça, eu não gosto de você, porém acho que no final você sempre será a melhor saída. Oh meu Deus, sempre que estou assim me pergunto por que uma música de um filme chinês consegue me fazer voltar a realidade, e então me lembro: "era seu filme favorito".....
Filme: Karatê Kids
Música: F. Chopin - Nocturne
Autora: I.C ✒️✨
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