Nimo-grafo
Leve o que pesa ou carregue o que é vão? Na balança da mesa o leve é prisão? Se canto um verso ou canto um quarto, no canto o som se faz abrigo? Quem canta o canto fica à parte, mas cantar o mundo, será que consigo? Se no palco a bateria ruge e no carro, a bateria morre, No peito, a bateria foge. Me bateria, se agora me socorre? E se ao colher o doce, colher o gesto, colher a fruta, se acolhe o resto? Na mão que colhe, cabe o mundo mas colher, às vezes, é só um objeto. E o ponto final do ponto de ônibus? Do ponto de costura? De interrogação? O ponto cego é o que mais chama a tensão, Mas quem perde o ponto, perde a ocasião.
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