A menina que escreveu cedo e nunca aprendeu a ser romance
Sempre senti demais num mundo que sente pouco. Cuido, acolho, sustento — mas não encontro colo. Fui abrigo por anos. Quando desmoronei, me vi só. Aprendi cedo a engolir o que dói para não parecer ingrata. A me diminuir para caber. E isso sufoca. Sinto falta de afeto. Não de presença, mas de aconchego. De um ombro que não precise ser forte. Em um relacionamento. Mas continuo só. Choro sozinha, resolvo tudo, durmo acompanhada do silêncio. Busquei amor como quem busca casa. Recebi migalhas. Ouvi “eu te amo”, mas nunca me senti amada. Gosto de quem eu sou. Dos meus gostos. Da minha sensibilidade. Ainda assim, às vezes acredito que nasci para amar, não para ser escolhida. Então escrevo. Não para ser vista, mas para respirar. Sigo vivendo com o que escondo no sorriso e deixo escapar pelos olhos.
Beca★
que lindo, eu achei muito linda a sua escrita. eu também escrevi um poema sobre amar, mas ele é muito grande e não dá para publicar aqui. mas o seu poema ficou incrível, parabéns
Ayra
muito obrigada, olhei seus poemas e amei seu jeitinho também ❣️
Nilza Poetisa
Continues poetisando Vc é excelente Ayra 🤍🤍
Ayra
obrigadaaa ❤️
POEMICIDA®
Muito bom Ayra, continue nos encantando.
Ayra
❤️❤️❤️ obrigada