Cuidado, instabilidade à espreita
— Por favor, tenhas piedade do morto que ainda é vivo. — Não há com o que se preocupar, é um velho costume da humanidade, esse de passar ao lado dos mortos e não os ver. Que tenhas o melhor dos possíveis e cabíveis melhores dia! [...] Vá! Não se deixe levar pelo repúdio ao desconhecido. Somente — e ouso repetir — somente assim se lembrará que até mesmo o hoje aceitável fora outrora total e demasiadamente marginalizado por ti mesmo, na mesma frequência com que reitera o ódio ao seus próprios hábitos um dia exaltados e totalmente banalizados aos olhos do veloz e afável presente que um dia o preencheu perante todas as... [respire]paixões. É preciso haver no ser mais que do meras representações mundanas. É imprescindível que haja prudência quanto ao que os ocupa os espaços vazios e preechíveis. É completa e inevitavelmente primordial endurecer sem jamais perder a tenaz ternura.
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