Suposto Poeta @antonio_mede

Cônjuge de Poeira

A janela é minha companheira, minha cônjuge de aliança, aliança às brechas de poeira, poeira que se sopra com esperança, ela me mostra o céu, em todas suas versões sagradas, a madrugada partindo para a alvorada, e a tarde, a melhor parte, para executar culpada. Me dá inspiração para poesia, me dá sentido para o viver, me dá a mais pura fotografia, e a mais pacífica paz para morrer...

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