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Suposto Poeta

@antonio_mede · desde 2026

Às vezes o prazer do prazeroso é o veneno do amor...

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Lamento

Que os cantem os passarinhos Que passem os redemoinhos Que acolham os sozinhos Porque eu tenho algo a fazer Lamentar-me com os pássaros Batalhar com os bárbaros Acariciar as cordas de aço Do violão que me espera aprender Que caiam os muros Que acendam os escuros Que tapem os furos Por onde controlo a marionete de dor Que padronizem os sistemas Que esqueçam os problemas Porque isso não muda os poemas Que mostram-te meu grandíssimo amor

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Quem Puder

Ah, espanhol Idiota Sai daqui Êh, eugenista Seu nazista Salvador Dali Ah, desgacado Fica calado Segundo ato Sai, direitista Seu racista Monteiro Lobato Ah, não passado Exagerado É dia-a-dia Vamos mundo Tudo junto Glória Maria

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Xá

Ah, meu amor Por favor Não posso mais Vai me compor Sobrepor Me satisfaz Cai minha noite Meia poite Ama sim Vai Ipanema Iracema Tom Jobim Que massaroca Minha oca Poderá Ah, se você Me querer Apaixonar

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A Inveja

O fogo Com inveja da água Queria se esfriar Tentava beber gelo Gelo virava água E fazia ele apagar A água Com inveja do vento Queria aprender a voar Mas sempre caía Em forma de cachoeira Sempre que tentava decolar A terra Com inveja da água Queria correr livremente ser solta, fluida E não ser tão dependente E o ar Tinha inveja do fogo Do seu jeito bonito de ser Brilhante e formatos únicos Ele também era flexível Só que ninguém consegue ver No fim de tudo Água que quer voar Terra que quer correr Fogo que quer esfriar Mas seu próprio valor Nenhum deles consegue ver

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Vogal

Ôh, meu sol minha luz rouxinol Óh, minha lua alma nua espanhol Áh, minha, tua continua sem parar Ãh, miniatura me atura sabiá Êh, Curupira minha tira mecha-fogo Éh, meu Sacy perna só por aqui Úh, sucuri Amazônia Parati (para ti) Üh, vira-vira tranquila meu amor Íh, Sarapá sai pra lá daqui Si, dó, ré, dó lá menor um fá só Qui, Ipiranga pele sangra vermelhidão Xi, acabou tu cantou solidão

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O Sol

Ah, querida amor da minha vida minha escrita é só para ti Quanto tempo se passou desde que a gente se encontrou pela última vez por aqui? Sinto tanto teu encanto que mal se pode ter não sou digno de você Queria sair dessa bolha mas não tenho escolha senão sofrer Ah, se eu pudesse e se você quisesse por enquanto é prece nosso amor desilusivo Mas oque há aqui são marcas do que sofri arrependimento de existir e de estar vivo Agradeço a compreensão do meu coração que nem mesmo eu havia compreendido

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Cônjuge de Poeira

A janela é minha companheira, minha cônjuge de aliança, aliança às brechas de poeira, poeira que se sopra com esperança, ela me mostra o céu, em todas suas versões sagradas, a madrugada partindo para a alvorada, e a tarde, a melhor parte, para executar culpada. Me dá inspiração para poesia, me dá sentido para o viver, me dá a mais pura fotografia, e a mais pacífica paz para morrer...

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Os 4 Elementos do Amor

Tudo começa na terra que é onde tudo floresce é onde acaba a guerra e o amor acontece Logo após vem a água que rega o amor que limpa a mágoa e reflete a cor Depois pega fogo o calor da paixão que queima, que me derrete e dispara o coração E por último, o vento que tem mania de levar mas meu amor é sedento e não há vento que consiga carregar Eu te amo em todos os elementos todas as coisas da natureza venho aqui prestar meus lamentos com a única certeza que ficaremos um bom tempo sem muita tristeza

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Vida e Morte

A vida é coisa mesmo muito simples Um tempo à espera do fim Nos expressamos através de timbres Até que não haja mais nada Para se dizer assim É algo que acaba por uma doença É algo que acaba por falta de brilho É algo que acaba quando já não há diferença É algo que acaba simplesmente por acabar É algo que acaba com o apertar de um gatilho Algo que acaba junto com quem conviveu Algo que termina e não se sabe ao certo para onde vamos Alguns vão para retratos de museu Alguns, nem enterro têm No resumo, isso acaba e só aceitamos Pois não há nada a se fazer, simplesmente, ficam sem...

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Ainda

Eu procuro o nada onde há de tudo, eu procuro uma paixão idealizada, onde há sentimento absoluto, Eu rastejo quando eu consigo andar, eu sonho e desejo, mesmo tendo de tudo que pude imaginar Eu não posso ver o que há de bom por aqui, "A ânsia de ter e o tédio de possuir" Eu sinto solidão quando tenho muitos amigos, é bobo meu coração, por se machucar de sofrimentos antigos, Eu corro atrás de mim, sem direção, mesmo sabendo que no fim, acharei ilusão, é capaz de eu nunca mais te ver e não me encontrarei enquanto não abraçar você...

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