Jup @anonimos_eternus
Vida

Preto

Eu sou a noite, eu bebo sangue, eu troco tiro, Bandido, marginal, preto elegante. Eu vejo tudo na rua, eu roubo, mato, Meu olho é grande, eu sou a lua. Saio de madrugada, encho a cara, durmo na calçada, Fica ligado, sua filha tá mal acompanhada. Desculpa doutor, ela sabe o que eu sou, Insiste, entra no covil, grita meu nome, me chama de amor. Esses cara de mullet, calça larga, Eu de chinelo, bermuda e na cintura uma acromada. Olhando bem pra você, sei porque ela é revoltada, Eu não sou polícia, nem ela ladra, mas eu dou tapa na cara. O senhor é estudado e eu nem sou letrado, Mas olha pro meu pulso, meu relógio também é caro. Você se pergunta o que faltava, Meu pai perguntava o que é que tinha. Doutor criou essa princesinha, Que cola no baile cheia de amiguinha. Aumenta o som, desce combo, Onda da bala nem sabe cadê a calcinha. E eu levo canto, Eu como ela no carro, Como ela no quarto, Eu bato, boto ela de quatro. Que belo contraste, Meu pau parece o big bang, Fazendo sombra naquele rabo.

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