Sem eira e nem beira.
Noite qualquer. Janela fechada. Ela não ouviu a serenata. Nem jogou as tranças da Rapunzel. Ele vai embora. Violão nas costas. Sem versos e nem beijos. Noite suja. Absinto, charutos e alucinações. Sarjeta do botequim. Na luz opaca do poste, pirilampos! Ele ainda rabisca versos de agouro. Escárnio e maldizer pela musa temporária. E vai em frente na vida Sozinho, incompreendido e taciturno. Numa meia-vida boêmia. Encurtando os dias. Alongando as noites. Nos braços da fada verde André Paolucci.
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