Última Viajante
Sou eu, a última viajante, presa ao convés. Não clamo por um céu pois confio no chão por onde pisa meus pés. Amante do que é fugaz. Olhos calados. Mãos que não tocam. Coração que é tocado. Vento leve que carrega as velas, mas se atreve a oscilar aquelas que estão no porão. Tenho nas mãos uma pena e um coração. E um caminho riscado em um papel amarelado, ou no céu de estrelas, mostrando a direção. Só quero um lugar ao sol, pra esperar o luar. Embalar meus sonhos nas ondas do mar. Quero olhar a chama que derrete a cera. Saber que até a luz pode ser efêmera
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