Ventos silenciosos.
Em minhas mãos – memórias.
Folhas secas no chão,
fragmentos de uma história.
Você costumava dizer – eu te amo.
Eu costumava me aquecer em seus braços.
Agora, faz tanto frio.
Ao meu redor, um vazio.
Lembranças não preenchem espaços.
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No jardim agridoce,
repouso meus desejos.
O Sol adormece
atrás da lua.
Fecho os olhos pra sonhar
com a minha redenção.
Você ainda me amaria
se soubesse que meu coração
é cheio de espinhos?
Esta parte de mim,
tomada por sombras.
Sentimentos contidos,
se tornam veneno.
Eu sou aquela,
que abraçou o espelho quebrado.
No jardim agridoce,
um encontro amargo.
Eu ainda tenho salvação?
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Memórias,
legado em ruínas.
Amor que lutou contra o tempo.
Mas ainda estamos aqui.
Tudo à nossa volta afundando.
Ainda permanecemos.
Dois amantes,realeza.
Me dê a mão.
Enquanto nosso mundo se perde,
nos encontramos nessa lenda.
Adormecidos sob as águas.
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Sou eu,
a última viajante,
presa ao convés.
Não clamo por um céu
pois confio no chão
por onde pisa meus pés.
Amante do que é fugaz.
Olhos calados.
Mãos que não tocam.
Coração que é tocado.
Vento leve
que carrega as velas,
mas se atreve
a oscilar aquelas
que estão no porão.
Tenho nas mãos
uma pena e um coração.
E um caminho riscado
em um papel amarelado,
ou no céu de estrelas,
mostrando a direção.
Só quero um lugar ao sol,
pra esperar o luar.
Embalar meus sonhos
nas ondas do mar.
Quero olhar a chama
que derrete a cera.
Saber que até a luz
pode ser efêmera
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Eu não reconheço a paisagem,
mesmo meus pés
já tendo tocado esses caminhos.
Orvalhos no campo
e um velho moinho.
Eu ouço seus rangidos.
Lamentos ou uma sinfonia?
Campos dourados
que resistiram aos pássaros.
Logo vem a estação
e os campos passarão.
Paisagem turva,
eu o moinho.
Sob sol, sob o céu,
sob a chuva.
Estações vão e vem,
eu pareço que fico
ainda que eu passe.
Mesmo meus pés no chão,
eu me movimento
quando o vento
toca a minha face.
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Ela vem dançando
Tão jovem e sonhadora
Celebrando o despertar de Deméter
A vida aflora
Com movimentos graciosos
Cria a mais bela atmosfera
Momento de renascimento
Contemplem a Primavera
Agora o palco está iluminado
O Sol atinge seu ápice
O Verão e sua dança ardente
Impulsivo e regente
Corações pulsam
No ritmo do cio
A música continua
É tempo de estio
Dê me agora, uma música mais solene
É o Outono que vem para dançar
Sábio e nostálgico, traz a sabedoria
De que tudo que vem, um dia partirá
Deixem que as folhas percam suas cores
Há beleza nessa fantasia amarela e marrom
Feche seus olhos enquanto ele dança
Deixe que vento conte sua história em baixo tom
Silêncio
Agora a dança é solitária
A música é apenas um sussurro
No escuro
O Inverno vem dançar para si mesmo
Mas não á esmo
Sua canção é uma linda canção de ninar
Enquanto dança, ele dá o beijo de boa Noite
Demeter irá outra vez descansar.
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Aquela noite estava tão calada
A dor no peito era enfim intensa
Não tinha intenção de se sentir sentida
Seguiu em frente com seu olhar pequeno
Aquela noite estava tão intensa
A dor no peito era enfim pequena
Não tinha intenção de se sentir calada
Seguiu em frente com seu olhar sentido
Aquela noite estava tão sentida
A dor no peito era enfim calada
Não tinha intenção de se sentir pequena
Seguiu a vida com seu olhar intenso
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Quero Amor
Amor, mas com direito
De que seja mútuo
Que não seja feito
De um lado só
O que não for perfeito
Então eu atuo
Pra todos os efeitos
Que seja maior
Que flua pelo leito
E sacie a sede
O que mora no peito
Possa então surgir
Que consiga dar um jeito
De quebrar as paredes
Com todos os defeitos
Ainda quero ir
O caminho estreito
Leva ao paraíso
Eu me abro e aceito
O amor e sua cura
Mas não me sujeito
A perder o juízo
Amor não satisfeito
É apenas loucura
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O que é que existe
No limite entre céu e mar?
Zênite
Se me permite, vou voar
Faço um convite
Quando a saudade insiste
Abra os olhos para sonhar
O que é a vida?
Sol nascendo no horizonte
A medida
Entre o amanhã e o ontem
Terra Prometida
Água viva sai da fonte
História contida
Esperando quem a conte
A euforia
Não importa como vai terminar
É melodia
Não importa quando vai terminar
Vem ventania
Não importa onde vai terminar
Sou alegria
Não importa por quê vai terminar
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Sob um manto de chuva
Caminha um desconhecido
Trajando miséria
Quase passa despercebido
Chamam por ele
Não responde
A chuva apaga teus passos
Teu passado
Está onde?
Quem ele é?
Qual o seu nome?
Sente frio ou medo?
Será que tem fome?
Onde estão seus sonhos
E seus amores?
Olhos miram o vazio
Para onde
Foi suas cores?
Caminha sem rumo
Enquanto a chuva o açoita
Sob uma casa sem teto
Ele pernoita
A noite parece chorar
Por castigar
Aquele maltrapilho
Sabendo que é apenas
Mais um
Entre tantos andarilhos
-Jessie K
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