O ALMIRANTE
Por: Anderson A noite cai e com ela vagarosos pingos de chuva Correntes de ar quente e úmidos Da simplicidade à solidão Que gotejam outrora dos olhos Com soluços e sem solução. O almirante em alto mar Afogando-se na imensidão de si Um náufrago em ilhas desconhecidas E não sente muito em parti. O almirante indeciso, talvez por falta de avisos Não sabe dar o primeiro passo E diferenciar o solo do abismo. Por fim, o ardor do castigo Como uma ferida aberta Necrosa, se sente morto estando vivo. Se morreste muito novo que não seja de desgosto, Por falta de amor ou por extravasar sentimentos sem retorno. Se morreste velho demais que seja proveitoso, A vida nos sete mares expressando (recitando) seus eu lírico amoroso.
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