Por: Anderson
A noite cai e com ela vagarosos pingos de chuva
Correntes de ar quente e úmidos
Da simplicidade à solidão
Que gotejam outrora dos olhos
Com soluços e sem solução.
O almirante em alto mar
Afogando-se na imensidão de si
Um náufrago em ilhas desconhecidas
E não sente muito em parti.
O almirante indeciso, talvez por falta de avisos
Não sabe dar o primeiro passo
E diferenciar o solo do abismo.
Por fim, o ardor do castigo
Como uma ferida aberta
Necrosa, se sente morto estando vivo.
Se morreste muito novo que não seja de desgosto,
Por falta de amor ou por extravasar sentimentos sem retorno.
Se morreste velho demais que seja proveitoso,
A vida nos sete mares expressando (recitando) seus eu lírico amoroso.
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Ela tem uma beleza tal quais os meus olhos nunca presenciaram. Algo além do físico.
E no exato momento em que meu coração tem o primeiro toque com o seu carisma, ele tende a gritar mais do que a própria boca, subitamente calada pelo encanto do momento. A alma tende a rasgar por dentro como os aviões rasgão os ares, isso é genuinamente mágico.
As suas unhas pintadas de amarelo me fazem lembrar a delicadeza dos Girassóis de Van Gogh. Particularmente eu acho um charme. Amavelmente com suas meias listradas, que por coincidência me parecem que foram feitas para os seus pés, como os sapatos de cristal da Cinderela.
Suas pequenas e lindas madeixas de tão belas que são, me parecem intocáveis. Seu sobrenome incomum me faz pensar que tão incomum seria o fato de passar por ela e não notares suas particularidades. É impossível!
Ela ama a simplicidade de maneira admirável. Eu vejo amor em sua mais perfeita forma de ser, vejo-te como arte, porque arte tu és.
_Andy.
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Por muitas vezes procurei amor
onde parte de mim não cabia,
por outro lado metade de mim
era solidão e sentimentalismo exagerado. Criei um mundo fictício onde eu poderia me iludir em troca de amores baratos.
Aceitar migalhas de carinho era incontestavelmente deplorável, mas por algum motivo lá estava eu me banhando em águas rasas. Tomei partido da minha carência e por via das dúvidas matei o EU que matava-me em silêncio.
_Andy.
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Quero me sentir apaixonado
Entender o encanto dos amantes
Sorrir para o céu
Quero ser jogado aos lobos
Quero que o amor me devore
Enquanto há fogo.
Quero saber lidar com a perda
Aceitar o novo
Amanhecer dentro de um abraço
E anoitecer em campos de flores.
Do amor quero o sossego,
Me sentir protegido
Quando estiver na ruína
Achar nos braços de alguém
Meu aconchego.
_Andy.
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Vejo solidão
nos seus olhos.
Eu
olho no espelho
e vejo solidão
em seus olhos.
Você olha
em meus olhos
e vê juventude.
Nos olhamos
e apenas eu me vejo...
_Andy.
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Caminho pelas ruas a passos lentos como quem não espera nada da vida.
Vejo rostos cabisbaixos e deprimidos,
e impiedosamente a brasa do meu cigarro
é mais acesa do qu estas pessoas.
Tento olhar nos olhos de cada uma,
mas é como se existisse uma barreira invisível
que desviasse nossos olhares.
Pessoas somem pelas esquinas das ruas
como a fumaça de um cigarro que se dispersa pelo ar.
Com tudo isso, creio que as pessoas apagam-se com a mesma frequência que queimam.
Andy.
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Ao olhar no fundo dos teus olhos
Me engano
Quando descaradamente eu digo: não te amo.
Andy
A tua pele negra como o breu
Cai sobre mim e deixa-me louco
E faz-me ser eu.
Meus olhos capta os movimentos
De tua boca-cereja em direção a minha,
Subitamente nossos lábios se abraçam
E naquele exato momento eu sei que és minha.
Não duvido da importância das estrelas,
A noite seria incompleta sem elas, igual a mim sem tê-la.
Não lhe dedico poemas de outros poetas,
pois há vestígios de outras mulheres:
Dedico os meus que só fazem menções a ti.
Andy.
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A carcaça exposta ao Sol de gelo
retrata o desprezo da vida
diante dos desígnios humanos.
A terra rejeita o corpo
tal como a sorte ignora
os miseráveis.
Somos descartáveis
para os canibais que deleitam-se
da desfortuna alheia.
Malditos sejam os que nos tratam como
malditos fossemos!
Ai de mim, um plagiador de sorrisos...
Outrora feliz e outrora triste!
O que é que eu posso fazer
com a minha inquietude de jovem
a não ser envelhecer lúcido?
Não é a tristeza um sentimento absoluto,
no mais a vida, o descaso, mulheres e homens, embrulhos e ambições.
_andy.
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Esquecemos de quem já fomos
e vivemos como se nada fossemos.
O tempo é ambíguo e nossas vidas
são relativas. Rir é para quem sabe e não para quem é feliz. Parecer é tão insincero,
porque nem tudo é alegre quando nada é concreto.
A única certeza
é o passado e
a vida é tardia
para esses miseráveis.
_andy
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