Ninguém - alguém
Sou outra mulher ligada a arte, amargurada poeta, finada desenhista — até crítica amadora. Mas carrego paixões pelas ambições: Análises, Definições rigorosas, deduções lógicas, o inevitável da Matemática. Conhecida como regime ditatorial; Imersa da rotina, Unicamente hoje, senti-me desprotegida Mas não detestei que isso de mim saiu. Afastei-me de todos no final do ciclo democrático. Relações saudáveis, às vezes fortes, que duravam através do interesse mútuo. Eu poderia iniciar um novo ciclo com elas, mas significando alguém para mim — ou não. Ainda assim, eu as obriguei a ir. Desprezo atenção masculina; das femininas, eu temo. Não entendo que intensidade de amor posso dar, beirando a obsessão de interesses não correspondidos. Tenho medo que me aceitem; ando à sombra da rejeição que eu mesma planejei. Tenho tanto desinteresse por todos, mas hoje senti falta do ninguém que poderia ser mais que alguém para mim.
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