Apuque @anakerengl
Verdade

Releitura da Obra Eu, Etiqueta

Alguém, Marketing Em meu ser tem um nome Um nome estranho por sinal Que não entra em registros civis Pessoas aglomeradas em um único fluvial Tenho camisetas com marca de bebida Sem eu sequer fazer uso E agora mesmo usando um blusão da Nike Que nem sequer a própria marca fez o produto Tenho um par de meias com a logo da Coca-Cola Que nem a própria marca sabia que existia Mas a moda traz esses possíveis destinos Para entrarmos num ciclo vicioso Diante dos mesmos rótulos entregues à luxúria Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro, meu copo minha gravata e sabonete minha toalha de banho e até o dente de leite Minha vida, suas regras Meu dilema, seus resultados Meus seguidores, seus salários Vida boa é só boatos Desde o exterior até o subconsciente Ninguém foge desse século agora São mensagens, letras falantes, gritos excedentes Se eu pudesse entraria em fuga agora Sou um humano-anúncio itinerante Manequim da moda retratada Logotipos de mercado me usam de forma exuberante Para as mercadorias serem divulgadas Me tirem dessa escuridão Que eu mesmo experimentei Agora vivo em plena solidão Sem regras numa grei De um lado pessoas em modas passageiras Do outro, problemas mentais vindo à tona É doce estar na moda, ainda que a moda Seja negar minha própria história Agora sou anúncio Ora vulgar ora bizarro. Em língua nacional ou não E tenho comparação de minha anulação Peço que esqueçam meu nome Não tenho dignidade pra ser homem Agora me chamam de Patrocínio Eu sou o patrocínio, patrocina-mente

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