Velocidade que canta no sangue
Minha alma não pede calmaria, Pede asfalto, vento, agonia De uma corrente acelerada Num pacto selvagem, perfeito. Liberdade não é quietude, É na curva, na atitude De desafiar o abismo aberto, Com o coração quase deserto De medo, mas cheio de vida, Nessa linha tênue, partida Entre o que respira e o que finda — É nesse fio que a vida ganha mais razão, mais chama, mais espanto: O perigo me ensinou a amar tanto! Entre as rodas, dança meu ser: A dianteira a me conduzir, A traseira a me sustentar Neste voo sem parar. É no quase, no precipício, Que sinto o divino ofício De existir — total, profundo, Um relâmpago furando o mundo. Se um dia o asfalto me chamar, Se a velocidade me levar, Não vistam luto, nem lamento... Morri abraçando o vento, Com os lábios no paraíso De um risco que foi preciso. Meu epitáfio? Só um verso: "Aqui jaz quem amou o universo Num segundo que não tem fim, E escolheu viver — assim." - Escritora Lua 🌙
🌹🍊Sedutora Romântica 🦊🍒
Maravilhoso 🌹👏👏👏👏
Nilza Poetisa
Belíssimo 💌