Carta aberta: ah, se você soubesse...
Eu também penso em você. Talvez mais do que deveria. Talvez mais do que admito até para mim mesma. Seu nome vive em pensamento, em silêncio, em saudade. E mesmo quando tento não sentir, há uma parte minha que ainda se inclina na sua direção — como se amar você fosse algo que meu coração aprendeu sozinho, sem me pedir permissão. Eu entendo o teu silêncio. Sei que ele não é vazio, nem descaso. É medo. É confusão. É o tempo tentando colocar em ordem o que a gente sente tão fora de qualquer lógica. Mas mesmo entendendo, às vezes dói. Porque eu te vejo — mesmo quando você se esconde. Eu te sinto — mesmo quando você se cala. Você fala de amor com um cuidado que só quem ama de verdade consegue. Você se afasta, mas não nega o que sente. E, mesmo assim, eu fico aqui, entre a espera e o instinto de seguir. Entre a vontade de te acolher e o medo de me perder tentando te alcançar. Mas eu não vou correr. Não mais. Se for pra ser amor, que venha com coragem. Que não viva só no papel. Que me abrace de verdade — com presença, com planos, com entrega. Enquanto isso, vou cuidar de mim. Vou me fazer lar, me fazer inteira. Porque quando (ou se) você voltar, quero estar tão firme em mim mesma que te amar não me custe a mim. Com carinho, verdade e tudo que ainda pulsa aqui, – Lua 🌒❤️
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