Para quem é forte feito aço... e doce feito açúcar
Não te peço que desmontes os muros— aprendi a amar o modo como a luz se refrata nos teus prismas de gelo, criando arco-íris em noites de granizo. Seus espinhos são só raízes ao contrário, e eu cavo a terra macia onde elas podem descer, virar florestas subterrâneas, sem medo de geadas ou perguntas. Traga-me tuas guerras sem medalhas, as cicatrizes que você chama de fracasso. Vou costurá-las com fios de lua minguante, até que virem colares de histórias sem dono. Teu silêncio não é um monstro— é um rio que eu navego de barco a remos, respeitando as correntes, pescando as palavras que você solta em sussurros. Não preciso que sejas pão ou faca: sê fogueira que esquenta, cinza que fertiliza, gato selvagem que vem e vai, mas deixa pelos de luz no meu sofá. Quando a armadura tilintar de cansaço, minhas mãos são um lago sem fundo pronto para engolir metais e devolver escamas de prata, leves como suspiros. Você, mulher-feita-de-enigmas, pode ser mapa rasgado e bússola quebrada: amo teus nortes desgarrados, as rotas que inventamos no escuro. - Escritora Lua 🌙
Arturo
Muito bonito, parabéns! 💐
Ricardo Ferreira Guedes
muito bom 👏👏👏