rudez
Sua falta de olhar meus olhos quando se zanga Suas mudanças bruscas, sua rudez Torna borbulha e carmim minha palidez Faz rolar quente água, por minha tez E assim a tristeza lenta e pesada se fez Sem raiva, sem mágoa Apenas... Cansada Eu repenso a gente O quanto devo me entregar? Quanto devo tentar e acreditar? O quanto devo rezar Antes de recuar? Quanto vou saber se te amo E se sei bem te amar? Como escolher Entre ficar ou terminar? Deveria ser tênue linha A que faz-me duvidar? Por que não parece te importar Com o meu machucar? O que eu preciso fazer por você? Quem eu devo ser? Quanto preciso crescer? Tudo bem, eu mudo, feliz Mudo, ajusto, cuido Por um cabeça que me cuida Responsável e diligente Mas não posso fazê-lo por alguém tão displicente.
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