pangeia
Declame em minha janela: 'Buon giorno principessa!' Carabinas e caravelas! Bambina está indo à capela Neste exato momento Que debruço-me ao beiral Não vejo só o clamor do jogral Porque o tempo congela, espesso Vislumbro o dolce princípio Dos capuccinos e carpaccios Duma inteira serene vida Provando sabores gelatos A uníssono de nós Desejo tudo: tempo! Para que tempo tenhamos Nós dois e o fresco vento Tu, velas Eu, pavio Mãos ao leme Do navio Elas contornam Meu quadril Calor ou frio Não nos resta vazio Dediques tempo Ao torso mio Que eu decore cada fio Que decora seu rosto Que me encara E me cora ao encosto Para que eu conheça Cada uma das tuas costelas Até saber quem sou eu entre elas Qual sou eu, entre elas Moço Que eu me molhe Em só teu riso Em só teu poço, Pozzetti Para que tempo tenhas de conhecer A circunferência de minha cintura Meu peso quando me levantas E debaixo do teu queixo, minha altura Sobre tua pele cobre, cobrem Óleos jasmin perfumados Patchouli e almíscar refinados Cheiro de blends sagrados Nossos dias são contados E a conta quero perder Ter suficiente tempo Para o tempo não ver A nós? Tudo! Tato, tempo, alento Capriche Capiche? Sonho com tal odisseia Não tenho dúvidas: Verbos e ideias líricas Recriam pangeia Volto, para a janela Vejo amoré mio Paciente sorrir 'Desce, ma Bela!'.
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