Yūkio Dazai. @YukioDazai

"Tempestade."

"A chuva cai, Molha sem pudor meu belo e vibrante jardim Com pingos grossos, sem permissão. O vento quebra os galhos das árvores Arranca as flores coloridas, que murcham Enche os troncos de água E faz a terra tomada por pavor ser. O vento preenche, por integral, o que nunca deveria ser preenchido, Destrói o que nunca deveria ser destruído. O sol tomou o lugar do vento, da chuva e do escuro, Secou a superfície do meu jardim, Apenas para apagar a tempestade que gravada nele foi. Mesmo o jardim seco estando e o sol raiando, Os troncos das árvores ainda sangravam água internamente, As flores ainda permaneciam murchas e sem cor, A terra ainda guardava memória da tempestade consigo. Manhãs iluminavam meu jardim incolor, Tardes esforçavam-se para secar abaixo da superfície, Noites mantinham meu imundo jardim fresco. As flores agora tinham medo de florescer, Os galhos, de renascer, As árvores temiam a chuva E a terra, para sempre ser úmida. Um dia, Pisaram em meu jardim que eu tão bem escondi do sol; Forçaram as flores a florescer, Fizeram os galhos se reconstruírem, Garantiram às árvores e à terra que jamais novamente choveria. Todavia, as flores não mais eram coloridas, Os galhos eram franzinos e quebradiços, As árvores choravam, cheias por dentro permaneciam E os pingos na terra nunca se iam. Os raios de sol iluminavam o que eu não queria ver - O quão desagradável meu jardim tornou-se, Jardim que conservei com tanto pavor Que se tornou dor. Meu pequeno, destruído jardim Nunca possuiu da oportunidade de ser O que imaginava viver. - As flores não florescerão com cor novamente, As árvores eternamente chorarão, Os galhos sempre cairão no chão E a terra, eternamente será um borrão. -" — Yūkio D.

Comentários · 2

  1. Samuel A.Oluwatobi

    Parabéns moça, vou tem talento para escrever.