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Yanes don Yanes

@YanesDonYanes · desde 2019

sou trans, bi, gosto de ser tratada como mulher. todo poema revela uma verdade sobre mim. a e por favor se lerem comentem algo para eu saber...

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Drama

Socorro #2

Berro alto cada vez que choro baixo Cada silencio meu é um silencio de dor É um silencio de medo É um silencio de fracasso E um sentimento que fracassei Mesmo sendo quem eu quero ser Mesmo eu me olhando no espelho e fingindo estar sorrindo Cheguei aqui e agora? Oque existe para mim? Não sou alguém que precisa de muito, mas nem o pouco eu tenho A morte bate em minha porta cada vez que levanto cama Estou com medo, medo da vida, medo de viver Estou em agonia, não que não seja livre Mas é estranho assim ser Cada gota de saliva é como fel, puro veneno Não vejo a hora de desencarnar e ver o que tem após isso Procurei achei o que buscava e agora? Oque resta para mim? Para que direção eu devo correr Onde não há escuridão? Onde que o medo não me persegue? Onde eu encontrarei eu mesmo? Será que eu me acolheria? E se eu me negar? Aquém eu irei recorrer? A minha vida está boa, tenho as pessoas que me compreendem Mas, porque me sinto assim? Onde eu estou? Aqui é bom ou ruim? Socorro! Socorro! Socorro! Socorro! Socorro, me notem Socorro, me ajudem Socorro, não me deixem Socorro, não me abandonem Socorro, preciso de vocês Socorro, não, não fechem as portas Socorro, Deixem-me ir junto Socorro, não apaguem as luzes Socorro, não me deixem sozinha Socorro, não me ignorem Socorro Socorr Socor Soco Soc So S As portas estão trancadas e escuro Sinto frio e medo Estou sozinha Ninguém me ouve O que houve? Oque eu fiz? Porque me abandonaram? Socorro! Socorro! Socorro! Socorro! Socorro!

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Drama

Socorro #1

ta de saliva é como fel, puro veneno Não vejo a hora de desencarnar e ver o que tem após isso Procurei achei o que buscava e agora? Oque resta para mim? Não tenho grandes amores, Não sei até onde os meus amigos são amigos mesmos, Agora mesmo posso estar sendo abandonada nesse quarto Deixado para morrer e por que alguém se importaria? Sinto medos, e meus medos são reais pelo menos para mim É isso que ocorre quando regredimos, eu gosto da regressão Mas, sinto tudo que eu deveria sentir se ainda tivesse entre 0 a 5 anos E ninguém para me ver, até estou procurando alguém que queira me ajudar a cuidar de mim Mas ninguém aparece, sou um bebê que sente que seria melhor ter sido abortado Quando me exibo é porque quero que alguém me diga nesse momento eu cuido de você A morte bate em minha porta cada vez que levanto cama Estou com medo, medo da vida, medo de viver Estou em agonia, não que não seja livre Mas é estranho assim ser Cada gota de saliva é como fel, puro veneno Não vejo a hora de desencarnar e ver o que tem após isso Procurei achei o que buscava e agora? Oque resta para mim? E quem devo procurar? Quem se importa? E por que se importaria? Só me resta essa solidão existencial Socorro! Socorro! Socorro! Socorro! Socorro! E ninguém vai me oouvir

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Dor da perda

Esta noite fosse para o paraíso Foste para mim o pai Não sei muito como descrever O sentimento de lhe perder Cresci com seus filhos como havia de ser Eras meu padrinho e amigo Eras a imagem de um lutador Mas mesmo assim Deus o chamou A nós aqui fica só a dor A dor de não mais telo por perto Fica no meu coração um deserto De coisas sentidas, Porém nos encontraremos um dia No céu eterno Descanse em paz padrinho Aqui fostes pai, padrinho, filho Um grande jornalista O Silva, Agora esteja ai com Deus recebendo sua recompensá Com amor do seu sobrinho e afilhado Vinícius

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Onde mora o poema?

Os poemas moram no coração de quem escreve, No carinho de quem lê, No sorriso de quem ouve. Os poemas moram aqui e aí No abraço dado No perdão e no perdoado Os poemas moram na aves que cantam Nas crianças que brincam Nos pais que acreditam. Os poemas são livres Não pertencem a ninguém E ao mesmo tempo são de mim para alguém

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SOU ABDL

Baby acorda chorando Baby não vê papai ou mamãe Baby acorda chorando Baby sozinha chorando. Baby levanta e vai tilar a flauda Baby solitária si xente Baby sozinha na madrugada Baby chorando esta Olho pros lados e nada Minha chupeta desperdiçada Muito cedo para mamar Muito cedo pala bincar Meus amigos não intendem Minha mania de bebê Refugio ou escape quem sabe Pala os pobema não perceber Little space é onde me encontro Querendo outro encanto Adulto fisicamente pode crer Mas de mente um bebê nesse momento eu ser Daddy, mommy tento falar Mas é inútil para quem sozinho estar Não, não quero mais levantar Mas meu mundo palece acabar.

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Sem graça

Não teria a menor graça Aqui escrever minha desgraça Não faria nenhum sentido Este texto ser assim sortido Minhas rimas cada vez mais pobres Meus textos cada vez mais lixos Minha voz quase sumindo E meus olhos fechando e abrindo Os poema e poesias são reflexo da alma Então minha alma não tem graça Se bem que assim falando Não sei se ela só não disfarça Meus medos se tornam reais Meus versos cada vez mais banais E da vida só os sinais Sou sem graça e nada mais Uma escória a ser deixada para trás Alguem que não soma etcetera e tais Nem deveria ser comparado Aos grandes mortais Vivente dos cálidos vendavais Prostrado na rocha E em outro locais Num choro de criança que perde seus pais Sem graça sim e sem nada de mais Com uma mão para frente e outra para traz Com cabeça baixa Entre o murais Digo só isso e nada mais

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amizades

Todos os dias penso em vocês Meus amigos e irmãos Todos os dias penso em vocês Meus irmãos e em suas mãos Hoje não poderia ser diferente Olho para trás marchando em frente Reflito cada instante com você Que me fez rir, que me fez viver As noites escuras ou nas madrugada frias Em meu a sanidade ou loucura Encontro conforto nas lembranças suas As vezes choro, as vezes riu Existe um vazio aqui sem vocês Existe uma tristeza a se conter Nos meus sonhos Sinto alegria no momentos a te ver Não sei explicar quão importante eis Quão linda nossa amizade foi se tornando E parece que foi ontem que te conheci Hoje vejo que como irmãos somos Todos os dias penso em vocês Meus amigos e irmãos Todos os dias penso em vocês Meus irmãos e em suas mãos Lágrimas escorrem enquanto escrevo Choro sozinho com certo medo Medo não mais os ver Medo de nem isso tu pra vocês eu ser

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olhar

Vivo me escondendo do seu olhar Vivo me roendo por não estar Vivo olhando o planeta girar Vivo pensando no que imaginar Queria saber viver oque sou Mas não pode ser então aqui estou Queria ver onde sol vai nascer Queria ver o amor crescer Diga quem sou para você? Diga onde estou e o que vou ver? Olho pela janela Um arco-íris A flor mais bela E meu nome dou a ela Veja o sol raiou Veja a vela se apagou O dia nos espera para brincar A menina mais bela com ela quero estar A lua serena veio me falar Que a noite também é bela para se namorar As luzes da cidade só me fazem lembrar Do tempo de criança e que eu podia sonhar O herói dos quadrinhos não veio me resgatar Choro escondido querendo do pesadelo acordar Sinto coisas ruins ao espelho encarar Ao saber que instantes queria só respirar Não sei se sou eu que olho ou ele a me olhar Só sei que mundo me fez sufocar O catação bate fora de ritmo ao te olhar Não sei direito como isso explicar Olho pra fora a lua Olho no espelho a rua Olho ela toda linda Olho o moço bonito Nela o charme radia Nele simplicidade e carisma Olho para o céu atrás de respostas Corro e tropeço nas minhas pernas tortas Fecho os olhos e escuridão Se você por perto não sinto meu coração Olho as estrelas a brilhar E eu neste planeta tentando me libertar

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mai um dia ruim

Escravo de pensamentos sou Num período como este Me ponha a pensar Quantos sonhos encerrados Quantos enterrados A mãe que sonhava em ver seu filho formado Ou a mãe que sonhava com filho casado Não mais sonha pois viu o corpo dele cair Ou ela mesma foi atingida pela agulha O pai que sonhava em dar a vida melhor ao filho O pai que que trabalhava dia e noite para dar educação E agora não pode mais com isso sonhar Nem com seu filho mais vai estar Quantos sonhos encerrados Quantos enterrados Penso no marido que se preparava para o casamento E uma notícia de que sua noiva estivera morta Penso nessa droga de doença acabando com meus amigos e familiares Penso nisso dia e noite O caos microscópico Se eu não conseguir parar de pensar E se isso estiver aqui dentro de minha casa Se minha mãe estiver com isso Serei eu o filho a qual ela não viu evoluir Quantos sonhos encerrados Quantos enterrados

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Sociedade

brasil-19

Achei que o mundo mudaria E infelizmente eu estava certo O mundo de preconceitos mudou Mas mudou para pior O amor ao próximo parece não existir Ao invés disso xingamentos ocorrem por não concordarem com sua opinião Volta a trabalhar ou não volta Uma discussão que está dividindo um país Talvez fosse mesmo melhor que todos voltássemos E que todos contraissemos a doença Para aí ver que somos iguais Nosso dinheiro ou a falta dele Não nos torna super poderosos Ao mesmo tempo não receber em porta um pobre Que lhe pede ajuda, mostra sua falta de sensibilidade com os outros O amor ao próximo não mais existe Ninguém mais quer amar Xingamos quem descorda de nós Dizemos ser ignorantes E com isso oque estamos sendo? Isso me tornou melhor que eles "Eis que estou a porta e bato" Cristo disse isso, mas hoje ninguém abriria "Me ajudaste, quando ajudasse um dos meus pequeninos" E no momento que mais se precisa ajudar fechamos as portas. O preconceito do mundo mudou Só que para pior Principalmente aqui Onde éramos erradamente conhecidos por ser a pátria do amor, e igualdade. Ignorantes somos nós Quando deixamos nossos entendimentos Fechar a porta do amor e abrir a do preconceito Quantos de nós estamos dando importância para os outros e outras famílias "Brasil mostra sua cara" Talvez fosse disso que Cazuza falava Do fingido amor ao próximo Da nossa ignorância amorosa Em nenhuma encarnação Ou em nenhuma pessoa Houve mais ignorância que agora Parabéns Brasil Pátria do amor sem amor Pátria da igualdade sem igualdade Se devemos ou não voltar a trabalhar Deixe que eles os poderosos digam Mas não deixe que a chama do amor ao próximo Se estingua, ajude, ore, respeite Nossas opiniões não deveriam causar guerra

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