Berro alto cada vez que choro baixo
Cada silencio meu é um silencio de dor
É um silencio de medo
É um silencio de fracasso
E um sentimento que fracassei
Mesmo sendo quem eu quero ser
Mesmo eu me olhando no espelho e fingindo estar sorrindo
Cheguei aqui e agora?
Oque existe para mim?
Não sou alguém que precisa de muito, mas nem o pouco eu tenho
A morte bate em minha porta cada vez que levanto cama
Estou com medo, medo da vida, medo de viver
Estou em agonia, não que não seja livre
Mas é estranho assim ser
Cada gota de saliva é como fel, puro veneno
Não vejo a hora de desencarnar e ver o que tem após isso
Procurei achei o que buscava e agora?
Oque resta para mim?
Para que direção eu devo correr
Onde não há escuridão?
Onde que o medo não me persegue?
Onde eu encontrarei eu mesmo?
Será que eu me acolheria?
E se eu me negar?
Aquém eu irei recorrer?
A minha vida está boa, tenho as pessoas que me compreendem
Mas, porque me sinto assim?
Onde eu estou?
Aqui é bom ou ruim?
Socorro! Socorro! Socorro! Socorro!
Socorro, me notem
Socorro, me ajudem
Socorro, não me deixem
Socorro, não me abandonem
Socorro, preciso de vocês
Socorro, não, não fechem as portas
Socorro, Deixem-me ir junto
Socorro, não apaguem as luzes
Socorro, não me deixem sozinha
Socorro, não me ignorem
Socorro
Socorr
Socor
Soco
Soc
So
S
As portas estão trancadas e escuro
Sinto frio e medo
Estou sozinha
Ninguém me ouve
O que houve?
Oque eu fiz?
Porque me abandonaram?
Socorro! Socorro! Socorro! Socorro! Socorro!
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ta de saliva é como fel, puro veneno
Não vejo a hora de desencarnar e ver o que tem após isso
Procurei achei o que buscava e agora?
Oque resta para mim?
Não tenho grandes amores,
Não sei até onde os meus amigos são amigos mesmos,
Agora mesmo posso estar sendo abandonada nesse quarto
Deixado para morrer e por que alguém se importaria?
Sinto medos, e meus medos são reais pelo menos para mim
É isso que ocorre quando regredimos, eu gosto da regressão
Mas, sinto tudo que eu deveria sentir se ainda tivesse entre 0 a 5 anos
E ninguém para me ver, até estou procurando alguém que queira me ajudar a cuidar de mim
Mas ninguém aparece, sou um bebê que sente que seria melhor ter sido abortado
Quando me exibo é porque quero que alguém me diga nesse momento eu cuido de você
A morte bate em minha porta cada vez que levanto cama
Estou com medo, medo da vida, medo de viver
Estou em agonia, não que não seja livre
Mas é estranho assim ser
Cada gota de saliva é como fel, puro veneno
Não vejo a hora de desencarnar e ver o que tem após isso
Procurei achei o que buscava e agora?
Oque resta para mim?
E quem devo procurar?
Quem se importa?
E por que se importaria?
Só me resta essa solidão existencial
Socorro! Socorro! Socorro! Socorro! Socorro!
E ninguém vai me oouvir
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Esta noite fosse para o paraíso
Foste para mim o pai
Não sei muito como descrever
O sentimento de lhe perder
Cresci com seus filhos como havia de ser
Eras meu padrinho e amigo
Eras a imagem de um lutador
Mas mesmo assim Deus o chamou
A nós aqui fica só a dor
A dor de não mais telo por perto
Fica no meu coração um deserto
De coisas sentidas,
Porém nos encontraremos um dia
No céu eterno
Descanse em paz padrinho
Aqui fostes pai, padrinho, filho
Um grande jornalista
O Silva,
Agora esteja ai com Deus recebendo sua recompensá
Com amor do seu sobrinho e afilhado Vinícius
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Os poemas moram no coração de quem escreve,
No carinho de quem lê,
No sorriso de quem ouve.
Os poemas moram aqui e aí
No abraço dado
No perdão e no perdoado
Os poemas moram na aves que cantam
Nas crianças que brincam
Nos pais que acreditam.
Os poemas são livres
Não pertencem a ninguém
E ao mesmo tempo são de mim para alguém
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Baby acorda chorando
Baby não vê papai ou mamãe
Baby acorda chorando
Baby sozinha chorando.
Baby levanta e vai tilar a flauda
Baby solitária si xente
Baby sozinha na madrugada
Baby chorando esta
Olho pros lados e nada
Minha chupeta desperdiçada
Muito cedo para mamar
Muito cedo pala bincar
Meus amigos não intendem
Minha mania de bebê
Refugio ou escape quem sabe
Pala os pobema não perceber
Little space é onde me encontro
Querendo outro encanto
Adulto fisicamente pode crer
Mas de mente um bebê nesse momento eu ser
Daddy, mommy tento falar
Mas é inútil para quem sozinho estar
Não, não quero mais levantar
Mas meu mundo palece acabar.
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Não teria a menor graça
Aqui escrever minha desgraça
Não faria nenhum sentido
Este texto ser assim sortido
Minhas rimas cada vez mais pobres
Meus textos cada vez mais lixos
Minha voz quase sumindo
E meus olhos fechando e abrindo
Os poema e poesias são reflexo da alma
Então minha alma não tem graça
Se bem que assim falando
Não sei se ela só não disfarça
Meus medos se tornam reais
Meus versos cada vez mais banais
E da vida só os sinais
Sou sem graça e nada mais
Uma escória a ser deixada para trás
Alguem que não soma etcetera e tais
Nem deveria ser comparado
Aos grandes mortais
Vivente dos cálidos vendavais
Prostrado na rocha
E em outro locais
Num choro de criança que perde seus pais
Sem graça sim e sem nada de mais
Com uma mão para frente e outra para traz
Com cabeça baixa
Entre o murais
Digo só isso e nada mais
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Todos os dias penso em vocês
Meus amigos e irmãos
Todos os dias penso em vocês
Meus irmãos e em suas mãos
Hoje não poderia ser diferente
Olho para trás marchando em frente
Reflito cada instante com você
Que me fez rir, que me fez viver
As noites escuras ou nas madrugada frias
Em meu a sanidade ou loucura
Encontro conforto nas lembranças suas
As vezes choro, as vezes riu
Existe um vazio aqui sem vocês
Existe uma tristeza a se conter
Nos meus sonhos
Sinto alegria no momentos a te ver
Não sei explicar quão importante eis
Quão linda nossa amizade foi se tornando
E parece que foi ontem que te conheci
Hoje vejo que como irmãos somos
Todos os dias penso em vocês
Meus amigos e irmãos
Todos os dias penso em vocês
Meus irmãos e em suas mãos
Lágrimas escorrem enquanto escrevo
Choro sozinho com certo medo
Medo não mais os ver
Medo de nem isso tu pra vocês eu ser
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Vivo me escondendo do seu olhar
Vivo me roendo por não estar
Vivo olhando o planeta girar
Vivo pensando no que imaginar
Queria saber viver oque sou
Mas não pode ser então aqui estou
Queria ver onde sol vai nascer
Queria ver o amor crescer
Diga quem sou para você?
Diga onde estou e o que vou ver?
Olho pela janela
Um arco-íris
A flor mais bela
E meu nome dou a ela
Veja o sol raiou
Veja a vela se apagou
O dia nos espera para brincar
A menina mais bela com ela quero estar
A lua serena veio me falar
Que a noite também é bela para se namorar
As luzes da cidade só me fazem lembrar
Do tempo de criança e que eu podia sonhar
O herói dos quadrinhos não veio me resgatar
Choro escondido querendo do pesadelo acordar
Sinto coisas ruins ao espelho encarar
Ao saber que instantes queria só respirar
Não sei se sou eu que olho ou ele a me olhar
Só sei que mundo me fez sufocar
O catação bate fora de ritmo ao te olhar
Não sei direito como isso explicar
Olho pra fora a lua
Olho no espelho a rua
Olho ela toda linda
Olho o moço bonito
Nela o charme radia
Nele simplicidade e carisma
Olho para o céu atrás de respostas
Corro e tropeço nas minhas pernas tortas
Fecho os olhos e escuridão
Se você por perto não sinto meu coração
Olho as estrelas a brilhar
E eu neste planeta tentando me libertar
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Escravo de pensamentos sou
Num período como este
Me ponha a pensar
Quantos sonhos encerrados
Quantos enterrados
A mãe que sonhava em ver seu filho formado
Ou a mãe que sonhava com filho casado
Não mais sonha pois viu o corpo dele cair
Ou ela mesma foi atingida pela agulha
O pai que sonhava em dar a vida melhor ao filho
O pai que que trabalhava dia e noite para dar educação
E agora não pode mais com isso sonhar
Nem com seu filho mais vai estar
Quantos sonhos encerrados
Quantos enterrados
Penso no marido que se preparava para o casamento
E uma notícia de que sua noiva estivera morta
Penso nessa droga de doença acabando com meus amigos e familiares
Penso nisso dia e noite
O caos microscópico
Se eu não conseguir parar de pensar
E se isso estiver aqui dentro de minha casa
Se minha mãe estiver com isso
Serei eu o filho a qual ela não viu evoluir
Quantos sonhos encerrados
Quantos enterrados
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Achei que o mundo mudaria
E infelizmente eu estava certo
O mundo de preconceitos mudou
Mas mudou para pior
O amor ao próximo parece não existir
Ao invés disso xingamentos ocorrem por não concordarem com sua opinião
Volta a trabalhar ou não volta
Uma discussão que está dividindo um país
Talvez fosse mesmo melhor que todos voltássemos
E que todos contraissemos a doença
Para aí ver que somos iguais
Nosso dinheiro ou a falta dele
Não nos torna super poderosos
Ao mesmo tempo não receber em porta um pobre
Que lhe pede ajuda, mostra sua falta de sensibilidade com os outros
O amor ao próximo não mais existe
Ninguém mais quer amar
Xingamos quem descorda de nós
Dizemos ser ignorantes
E com isso oque estamos sendo?
Isso me tornou melhor que eles
"Eis que estou a porta e bato"
Cristo disse isso, mas hoje ninguém abriria
"Me ajudaste, quando ajudasse um dos meus pequeninos"
E no momento que mais se precisa ajudar fechamos as portas.
O preconceito do mundo mudou
Só que para pior
Principalmente aqui
Onde éramos erradamente conhecidos por ser a pátria do amor, e igualdade.
Ignorantes somos nós
Quando deixamos nossos entendimentos
Fechar a porta do amor e abrir a do preconceito
Quantos de nós estamos dando importância para os outros e outras famílias
"Brasil mostra sua cara"
Talvez fosse disso que Cazuza falava
Do fingido amor ao próximo
Da nossa ignorância amorosa
Em nenhuma encarnação
Ou em nenhuma pessoa
Houve mais ignorância que agora
Parabéns Brasil
Pátria do amor sem amor
Pátria da igualdade sem igualdade
Se devemos ou não voltar a trabalhar
Deixe que eles os poderosos digam
Mas não deixe que a chama do amor ao próximo
Se estingua, ajude, ore, respeite
Nossas opiniões não deveriam causar guerra
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