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@Xeberria · desde 2024

Tudo passa

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Sala Branca

Helena era uma meiga menina e bem simples Caminhando estava em uma manhã sublime Quando esbarrou com alguém na calçada de repente Em formato de homem mas era uma serpente Persuadiu ela com suas palavras em uma instância Quando ela se deparou já estava em uma sala branca Logo o seu rosto estava roxo e a sala vermelha Com mãos em seu pescoço e cortes na cabeça Pq faz isso comigo Disse a pequenina Pq faz isso comigo Disse a pequena menina Logo ela não conseguia dizer mais nada Neste momento ela só no olho do homem observava A vida se passou diante dos olhos dela q lhe olhava a fundo 6 anos de vida em uma fração de segundo E se talvez ele tivesse visto O quão ela gostava de brincar com bonecas Se tivesse visto Que ela se divertia com tinta aquarela Visto O quão ela admirava os animais Visto Que ela tratava tão bem os demais Visto Que ela era o xodó da família Visto O tanto de amor q ela proporcionava e alegria Visto Que ela queria ser cientista e ajudar o mundo de tal forma Visto Que ela se perguntava pq daquele jeito, naquela hora Ele teria visto Que na fração de segundo, naquele último olhar Tudo isso ela tentou mostrar e lhe falar _X_

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Amor

Carta de Sábado

Longe do amor, chega de estar aflito Se ele não me alcançar, não vai me machucar Mas longe dele e sozinho Como irei aprender a me curar? Sabe, por que no amor não consigo ser feliz ? Eu amei tanto, me doei tanto, foi o que sempre fiz Por você joguei no mar meu nome, minha razão, minha paz Nunca foi o suficiente, nunca foi o eficaz Mas você insiste em escapar, parece que foge de mim Como pássaro que viu uma gaiola em seu jardim Eu confiei em sua proteção amor, quando você ainda era vivido E você me cortou, pois era apenas uma trincheira de vidro Você é uma doença terminal que não precisa de diagnóstico O único veneno que se bebe, mesmo tendo rótulo Sinto falta de amar, andar de mãos dadas, da pura paixão Da faca doce que corta e pede perdão Houveram bons momentos, e não há oq fazer Mas me rejeitou tanto, meu coração agora rejeita você Eu já declarei sua morte amor, de você não quero mais sentir Qual o sentido de amar, se o fim várias vezes eu já vi ? Infelizmente, até tentei, não vejo seu propósito E fui eu que causei seu nascimento, crescimento e velório Eu te enterrei, mas ainda sinto fome E essa brasa que arde no peito, ainda sabe teu nome _X_

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Narradores Cativos

Histórias que são fundadas No barro, no sangue, no grito Erguem o mundo com mãos caladas Sem nome, viram mito São histórias que são escritas Misturadas no carrossel de tintas Muitas ficam interditadas Histórias ainda não contadas Cada um de nós tem histórias jamais vistas Moram no peito pois são negadas Toda alma é de forma mista Do que funda, escreve e é rejeitada _X_

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Amor

Carta de Quinta

Para onde você foi menina ? Porque de mim estava escondida ? Era só dizer que não me queria, que não era o suficiente Não seria a primeira vez, iria superar mais a frente Não notou que era a minha joia preferida ? Não notou que minha intenção era te ter pelo resto da vida ? E se notou, pq fez isso comigo ? Por acaso eu era o seu brinquedo favorito ? Eu fiquei tão preocupado quando você se foi Eu já tinha ponderado nosso futuro a dois Eu fiquei tão desesperado quando você se foi Pra te encontrar nos braços de outro depois Eu não merecia nem uma mensagem ? Isso foi tão covarde de sua parte Eu estava disposto a te dar o mundo E no final você tirou o meu, me jogou em um inferno profundo Se soubesse que eu já estava destruído antes de te conhecer Eu fiquei sem chão, sem saber oq fazer Quantas noites em ligação, quantas noites foi meu alívio E me deixou sem razão, me trocou por outro livro Eu te amava, e isso é inegável O seu sorriso, este me deixava instável Seus cachos cheirosos, seu abraço, sua boca Veja só, me desprezou quem disse que seria pra vida toda _X_

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Ao anoitecer

Uma criança tem tanto medo do que há de baixo da cama No momento q a noite cai, e seu leito lhe chama Quando maior, no entardecer e largado em seu aconchego É sua mente que lhe perturba, ela que lhe causa medo Nada perturba mais um homem, que as suas pulsações psíquicas Sua mente lhe conturba, enquanto relaxa suas pupilas Pois é menos perturbador se esconder do bicho papão Do que fugir de si mesmo em noites de solidão _X_

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Amor

Carta de Quarta

O encontro foi ótimo A anos não fazemos isto Sei que minha resposta não foi boa Mas espero que a noite tenha curtido  Quando eu percebi que não era mais minha ? Quando você disse que minha falta sentia Eu já te amei, você foi a minha dama Mas a falta que eu sinto, é de uma dose, um trago, e minha cama  A depressão me matava E lá você não estava Eu sentia sua falta Quando tudo se acabava  As noites frias vieram E você não estava lá O nosso amigo partiu Você não me viu chorar  Eu pensei em você, e como pensei minha linda Mas viu tudo que se passou, percebe ? Minha resposta não foi tão egoísta  O que tenho são lembranças Tempos felizes Sem espaço pra distância Onde o pouco era chique  O melhor de tudo você merece Afinal, esta sempre foi minha prece Me lembro de nós dois em frente a minha casa E de sua cartinha, dizendo que seria minha amada _X_

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Vítima e Autor

Sim, talvez realmente eu seja vítima da sociedade Mas principalmente das minhas escolhas realizadas a parte Vítima da sociedade, mas também daquilo que quis Sou um reflexo das escolhas que eu sempre fiz   A persuasão externa é um fator, não a justificativa pra ação Um sussurro externo no ouvido, mas não a devida razão A influência só recai sobre a mente oca Mas a ação recai sobre cada escolha _X_

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Carta de Domingo

Eu não quero mais me iludir amorosamente Isso com certeza é um impasse frequente Um ciclo de esperança, um ciclo de decepção Que me deixa sem ar, e o amor sem direção Que terrível será chegar ao final, onde corações se partem E não houver um amor para mandar uma mensagem Um simples "eu te amo”, um toque onde o coração se aqueça A nascente onde o amor nasce, um abraço que não se esqueça Talvez seja hora de parar de lutar Seja a hora do cativeiro, o coração soltar Deixar nos braços do destino, deixar o amor fluir Onde a paixão verdadeira chega, sem resistir E se no domingo final, ninguém houver Pelo menos tentei, fiz a jornada valer a pena E se existir alguém, e eu não souber ? Vai ser o encontro perfeito do meu divino poema _X_

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Fragmentos de hipocrisia

Bom ? Não, eu não sou bom E essa é uma grande ilusão Sempre os heróis em nossas memórias E o que nos separa do vilão, é que não escutamos sua história Alegamos ter um coração puro, e ele está tão apodrecido Pois somos fragmentos conjuntos, e nem todo estilhaço é conhecido O pior dia para quem pensa ter um bom coração ? É perceber que não é bom, apesar de ter dom Tiramos o espaço da dúvida alheia Mas é a mesma incerteza que em nossa alma permeia Somos todos hipócritas, todos, sem exceção E onde não há espaço pra dúvida, não há espaço pra razão _X_

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A água da alma

A felicidade é como um gole de água fresca Num momento de sede profunda e verdadeira Mas as pessoas estão sedentas, não há tempo pra beber água E quando sobra tempo, é distribuída uma água ingrata O povo bebe a água de forma apressada De sabor amargo, e cor turva Que escapa entre os dedos, é tão rápida Por um pingo de alegria, um momento de fuga A água está quase extinta Está poluída, e o rio está sujo A felicidade está escondida Sobra a confusão e o barulho Impura, desta água não irei beber Acha mesmo que com esgoto irei me satisfazer ? Temos que achar a fonte, não aceitar água estranha E enfim saciar a sede, que tanto nos acompanha Onde a água é cristalina E o coração se abre Um suspiro, um alívio E se revela a felicidade _X_

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