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Wilhans Lima Mickosz

@Wihans · desde 2019

A escrita é o libertar de uma alma aprisionada!

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Minas Gerais

Oh! Minas Gerais Quem te conhece,não se esquece jamais Com seu povo que fala tantos uais Com seus tantos poetas geniais Com suas terras de zonas rurais Um estado de tantos plurais Que já teve tantos minerais Mineiro,um povo que vive tão bem Que tudo fala trem Que adora comer quieto um feijão tropeiro E um arroz carreteiro O dia inteiro Um povo acolhedor Que recebe a todos com amor Um estado cuja capital é Belo Horizonte Um estado que já foi tirado de si Tanto diamante A todo instante Que eu nunca vi Tanto tesouro Tanto ouro O estado de Tiradentes Responsável pela inconfidência mineira Que ficou conhecido pela nação inteira Que ele adquiriu fama Contra a coroa portuguesa Que só queria riqueza Através da derrama O estado do poeta Carlos Drummond de Andrade Que com sua habilidade Fala de sua cidade de Itabira Que para escrever,ela o inspira Minas Gerais Um estado com uma culinária com tantos pratos especiais Mas não podemos esquecer do pão de queijo Que é tão bão quanto um beijo Dado por uma mineirinha Que faz sua comida sozinha Só à espera de seu amor Que trabalha na roça Sob o calor Com a enxada Para que assim possa Amar sua amada Mesmo que esteja com sua mão inchada Oh! Minas Gerais Eu digo e repito E insisto Quem te conhece,não se esquece jamais. Autor: Wilhans Lima Mickosz

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Uma faxineira

A faxineira Que era uma pobre menina Fazia de sua faxina Seu trabalho da vida inteira Ela ficava só o pó Porque,ela trabalhava a todo o vapor Em pleno calor Que dava até dó! Até lhe falava seu patrão Sua faxina Parece ser sua sina Que você trabalha tão bem nesse verão! E ela lhe dizia É a única coisa que eu sei fazer Para que eu possa sobreviver Todo santo dia E ela faxinava e ao mesmo tempo cantava Com seu lerê, lerê Ela trabalhava duro, será por quê? Será que na época de escola,ela não estudava? E agora,o que resta Para essa pobre menina É a dura faxina Enquanto,os outros fazem festa. Autor: Wilhans Lima Mickosz

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A dançarina do vento

Ela dança com o vento Toda hora Sem demora Conforme seu sentimento Ela dança com o vento Com a leve brisa Que a paralisa Por um breve momento Ela dança com o vento Ela com o vento dança E jamais se cansa Isso é seu sustento Ela dança com o vento Com a brisa Que a hipnotiza E a livra de qualquer sofrimento Ela dança com o vento Com o vento dança ela Essa bela donzela Com tanto deslumbramento Ela fica a dançar Com seu corpo de menina Que a todos fascina Com seu balançar Não importa a ventania Que quer que faça Que ela dança de graça Fazendo-lhe companhia A ventania Que a faz dançar na ponta do pé Conforme seu balé Que lhe tira de sua agonia Ela dança com a força da aragem Com seu jeito mudo Olhando tudo Para a mais bela paisagem Ela sempre dança com a força do ar Não importa o que quer que aconteça Que não sai de sua cabeça O costume de se movimentar Como se ela pelo vento Estivesse a voar Enfim, a flutuar Pelo firmamento. Autor: Wilhans Lima Mickosz

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Por um instante

Por um instante Eu achei que de ti Depois que eu te vi Eu estivesse distante Eu senti por um instante Minha boca junto a sua Como sendo nossa única testemunha a lua Mesmo que esta esteja longe o bastante Por um instante Eu achei que chegaria um dia Em que eu não veria Mais o seu semblante Mas,quando, a gente na rua Se beijava por um instante Existia um minuto só faltante Para você me dizer assim: Eu sou toda sua! Por nem um instante Eu passei a imaginar Minha vida sem teu amar Que nada mais é do que excitante Por um instante A solução Para o meu coração É você ser minha visitante Por nem um instante Pelo nosso amor De calor Eu jamais ficarei hesitante Por um instante Ao ouvir sua voz Quando, nós dois estamos à sós É sentir que você para mim é cantante Por um instante Você já notou que eu te adoro Que é em sua vida que eu moro Você para mim jamais será irritante Por um instante Você se tornou em mim morada Com sua maneira de ser por mim adorada Você em meu coração se tornou habitante Por um instante O que resta para a gente neste momento É o tamanho avivamento De nosso amor resultante. Autor: Wilhans Lima Mickosz

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A sapaiada

Uma mulher, enquanto,tenta dormir não relaxa Porque, lá,do lado de fora de sua casa,a sapaiada, só coaxa É o sapo-boi Que dá seu oi! E também tem,toda manhã O sapo-do-surinã É o sapo-cururu De Caruaru E quando,chove Enche de gotejo Que logo,se forma, um brejo Onde, a sapaiada não se move E essa mesma mulher que tenta dormir para relaxar Enquanto,a sapaiada, só está em seus ouvidos a coaxar Sem parar! Ela agoniada,só pede socorro Dentro de sua casa construída em cima de um morro E toda essa sapaiada Acaba fazendo de sua vida uma grande piada Dessa mulher que é apenas uma pobre coitada. Autor: Wilhans Lima Mickosz

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Uma história rimada

Eu rio No rio Enquanto,eu sinto frio E escuto o pio Que na pele me dá um arrepio De um pássaro em cima de um fio Eu estou assim há dias a fio Eu bato um fio para um fio Para falar sobre mim,o pássaro e o fio Que nós juntos formamos um trio Mas nesse fio Eu não confio Porque,ele nunca me soltou um elogio Ele é um menino vazio Que é vadio Que mora numa casa construída num terreno baldio Ele sempre gosta de soltar um assobio Com seu ser de desvario Ele tem um tio Que tem o seu mesmo feitio Que trabalha num navio E que tem um curto pavio Ele é faxineiro e deixa com seu esfregão,de propósito,o chão escorregadio Esse é seu jeito sombrio Que ninguém consegue entender de tão arredio Tanto do tio quanto de seu sobrinho o fio Embora,esse seu tio Fosse de todos os faxineiros de lá do navio O senhorio Ele já está acostumado a trabalhar viajando num mar bravio Sem nunca perder seu brio A única coisa que importa tanto para seu fio Quanto para si mesmo,como sendo, o tio Para que ambos sempre continuem com seu jeito que eles considerem sadio E também com esse problema de caráter, um tal chamado desvio. Autor: Wilhans Lima Mickosz

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Os sapos

O sapo de papo Não queria saber de papo Com o sapão Que estava em cima de um pão Que era a comida de um passarinho que foi capturado por um alçapão Também havia ali, um sapinho Que vivia ao lado de um pinho Que era de uma mulher com um lindo corpinho Além disso,tinha uma sapa Que era mãe de todos esses sapos E,à propósito,essa mesma mulher Que assim que a viu,a retirou dali De sua presença com seus catiripapos E com um grande tapa E foi embora aos pulos a pobre da sapa. Autor: Wilhans Lima Mickosz

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Vicente

Ele era um docente E também, um vidente Que segundo ele, já sabia que sua vida não seria nada contente Porque,ele vivia convalescente Quando,ele ficava doente E quase não tinha tempo para lecionar para sua turma discente E ainda havia quem por isso o achasse displicente O pobre Vicente Que sempre queria sair de seus problemas pela tangente Com as pessoas que ele tentava ser convincente Com seu jeito reticente Ele havia formado-se como professor,assim,recente E procurava ensinar a língua portuguesa de uma maneira inocente Para sua classe adolescente E um tanto quanto aborrecente Em pleno sol nascente Apesar disso, Vicente Nunca perdeu seu mesmo jeito decente Da igreja de seu bairro,ele era pertencente Ele tinha uma esposa que o achava resplandecente Por causa de seu cérebro reminiscente E também,porque,ele sempre ajudava o povo das ruas carente E mesmo assim,Vicente Achava-se um demente Que jamais teria um futuro surpreendente. Autor: Wilhans Lima Mickosz

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Uma véspera de ano novo

Ela tinha ido ao famoso bairro do Brás Mas,de repente, começou a chover E ela começou a sofrer Uma chuva como aqui em São Paulo sempre faz E ela sozinha Estava com tanta fome Que para isso parecia não ter sequer nome E ela resolveu comprar uma coxinha E essa pobre menina A comprou E tão caro achou Numa lanchonete de esquina Ela havia pago pela coxinha 5 reais Mas ela era tão pequena Que pena Que não lhe trouxe paz Não deu nem para lhe saciar Naquele dia chuvoso Que ela só havia passado nervoso Após sua coxinha pagar E ela toda molhada ficou E no bolso com pouco dinheiro Após ter andado o dia inteiro Uma capa-de-chuva comprou Naquele dia tudo deu errado Ela compras foi fazer Mas, foi isso mesmo que teve que ocorrer Isso não deveria nem ter começado Após,ela ter saído de sua cidade De trem Com poucos reais apenas cem Com toda sua ansiedade Para comprar um vestido Para com ele passar o ano novo Porém,isso,ela não fará de novo Porque, até seu tecido ficou encardido. Autor: Wilhans Lima Mickosz

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Olhos-de-jabuticaba

Seus olhos-de-jabuticaba De toda a jabuticabeira Que eu passo a te olhar a vida inteira Que por ti,a minha vida se acaba Seu olhar De jabuticaba Que não há o que se paga Por eu me saciar Seus olhos tão negros são Tão escuros Tão puros Que mexem com o meu coração Seu olhar tão doce Como o próprio fruto Seu líquido extraído bruto Como se para me olhar pela última vez fosse Com esses seus olhos da natureza Olhos de negritude Que demonstram atitude De pura beleza Será que esse seu olhar seu mesmo é? Ou será que você pegou duas jabuticabas Que me enchem de ciladas Diretamente do pé? Esses seus olhos brilhantes Que ficam a girar para os lados Que me fazem pagar os meus pecados A todos os instantes Você fica com seus olhos negros pequenos A me seduzir E eu fico a te possuir Como duas jabuticabas em minhas mãos em nossos momentos amenos. Autor: Wilhans Lima Mickosz

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