Oh! Minas Gerais
Quem te conhece,não se esquece jamais
Com seu povo que fala tantos uais
Com seus tantos poetas geniais
Com suas terras de zonas rurais
Um estado de tantos plurais
Que já teve tantos minerais
Mineiro,um povo que vive tão bem
Que tudo fala trem
Que adora comer quieto um feijão tropeiro
E um arroz carreteiro
O dia inteiro
Um povo acolhedor
Que recebe a todos com amor
Um estado cuja capital é Belo Horizonte
Um estado que já foi tirado de si
Tanto diamante
A todo instante
Que eu nunca vi
Tanto tesouro
Tanto ouro
O estado de Tiradentes
Responsável pela inconfidência mineira
Que ficou conhecido pela nação inteira
Que ele adquiriu fama
Contra a coroa portuguesa
Que só queria riqueza
Através da derrama
O estado do poeta Carlos Drummond de Andrade
Que com sua habilidade
Fala de sua cidade de Itabira
Que para escrever,ela o inspira
Minas Gerais
Um estado com uma culinária com tantos pratos especiais
Mas não podemos esquecer do pão de queijo
Que é tão bão quanto um beijo
Dado por uma mineirinha
Que faz sua comida sozinha
Só à espera de seu amor
Que trabalha na roça
Sob o calor
Com a enxada
Para que assim possa
Amar sua amada
Mesmo que esteja com sua mão inchada
Oh! Minas Gerais
Eu digo e repito
E insisto
Quem te conhece,não se esquece jamais.
Autor: Wilhans Lima Mickosz
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A faxineira
Que era uma pobre menina
Fazia de sua faxina
Seu trabalho da vida inteira
Ela ficava só o pó
Porque,ela trabalhava a todo o vapor
Em pleno calor
Que dava até dó!
Até lhe falava seu patrão
Sua faxina
Parece ser sua sina
Que você trabalha tão bem nesse verão!
E ela lhe dizia
É a única coisa que eu sei fazer
Para que eu possa sobreviver
Todo santo dia
E ela faxinava e ao mesmo tempo cantava
Com seu lerê, lerê
Ela trabalhava duro, será por quê?
Será que na época de escola,ela não estudava?
E agora,o que resta
Para essa pobre menina
É a dura faxina
Enquanto,os outros fazem festa.
Autor: Wilhans Lima Mickosz
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Ela dança com o vento
Toda hora
Sem demora
Conforme seu sentimento
Ela dança com o vento
Com a leve brisa
Que a paralisa
Por um breve momento
Ela dança com o vento
Ela com o vento dança
E jamais se cansa
Isso é seu sustento
Ela dança com o vento
Com a brisa
Que a hipnotiza
E a livra de qualquer sofrimento
Ela dança com o vento
Com o vento dança ela
Essa bela donzela
Com tanto deslumbramento
Ela fica a dançar
Com seu corpo de menina
Que a todos fascina
Com seu balançar
Não importa a ventania
Que quer que faça
Que ela dança de graça
Fazendo-lhe companhia
A ventania
Que a faz dançar na ponta do pé
Conforme seu balé
Que lhe tira de sua agonia
Ela dança com a força da aragem
Com seu jeito mudo
Olhando tudo
Para a mais bela paisagem
Ela sempre dança com a força do ar
Não importa o que quer que aconteça
Que não sai de sua cabeça
O costume de se movimentar
Como se ela pelo vento
Estivesse a voar
Enfim, a flutuar
Pelo firmamento.
Autor: Wilhans Lima Mickosz
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Por um instante
Eu achei que de ti
Depois que eu te vi
Eu estivesse distante
Eu senti por um instante
Minha boca junto a sua
Como sendo nossa única testemunha a lua
Mesmo que esta esteja longe o bastante
Por um instante
Eu achei que chegaria um dia
Em que eu não veria
Mais o seu semblante
Mas,quando, a gente na rua
Se beijava por um instante
Existia um minuto só faltante
Para você me dizer assim: Eu sou toda sua!
Por nem um instante
Eu passei a imaginar
Minha vida sem teu amar
Que nada mais é do que excitante
Por um instante
A solução
Para o meu coração
É você ser minha visitante
Por nem um instante
Pelo nosso amor
De calor
Eu jamais ficarei hesitante
Por um instante
Ao ouvir sua voz
Quando, nós dois estamos à sós
É sentir que você para mim é cantante
Por um instante
Você já notou que eu te adoro
Que é em sua vida que eu moro
Você para mim jamais será irritante
Por um instante
Você se tornou em mim morada
Com sua maneira de ser por mim adorada
Você em meu coração se tornou habitante
Por um instante
O que resta para a gente neste momento
É o tamanho avivamento
De nosso amor resultante.
Autor: Wilhans Lima Mickosz
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Uma mulher, enquanto,tenta dormir não relaxa
Porque, lá,do lado de fora de sua casa,a sapaiada, só coaxa
É o sapo-boi
Que dá seu oi!
E também tem,toda manhã
O sapo-do-surinã
É o sapo-cururu
De Caruaru
E quando,chove
Enche de gotejo
Que logo,se forma, um brejo
Onde, a sapaiada não se move
E essa mesma mulher que tenta dormir para relaxar
Enquanto,a sapaiada, só está em seus ouvidos a coaxar
Sem parar!
Ela agoniada,só pede socorro
Dentro de sua casa construída em cima de um morro
E toda essa sapaiada
Acaba fazendo de sua vida uma grande piada
Dessa mulher que é apenas uma pobre coitada.
Autor: Wilhans Lima Mickosz
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Eu rio
No rio
Enquanto,eu sinto frio
E escuto o pio
Que na pele me dá um arrepio
De um pássaro em cima de um fio
Eu estou assim há dias a fio
Eu bato um fio para um fio
Para falar sobre mim,o pássaro e o fio
Que nós juntos formamos um trio
Mas nesse fio
Eu não confio
Porque,ele nunca me soltou um elogio
Ele é um menino vazio
Que é vadio
Que mora numa casa construída num terreno baldio
Ele sempre gosta de soltar um assobio
Com seu ser de desvario
Ele tem um tio
Que tem o seu mesmo feitio
Que trabalha num navio
E que tem um curto pavio
Ele é faxineiro e deixa com seu esfregão,de propósito,o chão escorregadio
Esse é seu jeito sombrio
Que ninguém consegue entender de tão arredio
Tanto do tio quanto de seu sobrinho o fio
Embora,esse seu tio
Fosse de todos os faxineiros de lá do navio
O senhorio
Ele já está acostumado a trabalhar viajando num mar bravio
Sem nunca perder seu brio
A única coisa que importa tanto para seu fio
Quanto para si mesmo,como sendo, o tio
Para que ambos sempre continuem com seu jeito que eles considerem sadio
E também com esse problema de caráter, um tal chamado desvio.
Autor: Wilhans Lima Mickosz
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O sapo de papo
Não queria saber de papo
Com o sapão
Que estava em cima de um pão
Que era a comida de um passarinho que foi capturado por um alçapão
Também havia ali, um sapinho
Que vivia ao lado de um pinho
Que era de uma mulher com um lindo corpinho
Além disso,tinha uma sapa
Que era mãe de todos esses sapos
E,à propósito,essa mesma mulher
Que assim que a viu,a retirou dali
De sua presença com seus catiripapos
E com um grande tapa
E foi embora aos pulos a pobre da sapa.
Autor: Wilhans Lima Mickosz
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Ele era um docente
E também, um vidente
Que segundo ele, já sabia que sua vida não seria nada contente
Porque,ele vivia convalescente
Quando,ele ficava doente
E quase não tinha tempo para lecionar para sua turma discente
E ainda havia quem por isso o achasse displicente
O pobre Vicente
Que sempre queria sair de seus problemas pela tangente
Com as pessoas que ele tentava ser convincente
Com seu jeito reticente
Ele havia formado-se como professor,assim,recente
E procurava ensinar a língua portuguesa de uma maneira inocente
Para sua classe adolescente
E um tanto quanto aborrecente
Em pleno sol nascente
Apesar disso, Vicente
Nunca perdeu seu mesmo jeito decente
Da igreja de seu bairro,ele era pertencente
Ele tinha uma esposa que o achava resplandecente
Por causa de seu cérebro reminiscente
E também,porque,ele sempre ajudava o povo das ruas carente
E mesmo assim,Vicente
Achava-se um demente
Que jamais teria um futuro surpreendente.
Autor: Wilhans Lima Mickosz
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Ela tinha ido ao famoso bairro do Brás
Mas,de repente, começou a chover
E ela começou a sofrer
Uma chuva como aqui em São Paulo sempre faz
E ela sozinha
Estava com tanta fome
Que para isso parecia não ter sequer nome
E ela resolveu comprar uma coxinha
E essa pobre menina
A comprou
E tão caro achou
Numa lanchonete de esquina
Ela havia pago pela coxinha 5 reais
Mas ela era tão pequena
Que pena
Que não lhe trouxe paz
Não deu nem para lhe saciar
Naquele dia chuvoso
Que ela só havia passado nervoso
Após sua coxinha pagar
E ela toda molhada ficou
E no bolso com pouco dinheiro
Após ter andado o dia inteiro
Uma capa-de-chuva comprou
Naquele dia tudo deu errado
Ela compras foi fazer
Mas, foi isso mesmo que teve que ocorrer
Isso não deveria nem ter começado
Após,ela ter saído de sua cidade
De trem
Com poucos reais apenas cem
Com toda sua ansiedade
Para comprar um vestido
Para com ele passar o ano novo
Porém,isso,ela não fará de novo
Porque, até seu tecido ficou encardido.
Autor: Wilhans Lima Mickosz
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Seus olhos-de-jabuticaba
De toda a jabuticabeira
Que eu passo a te olhar a vida inteira
Que por ti,a minha vida se acaba
Seu olhar
De jabuticaba
Que não há o que se paga
Por eu me saciar
Seus olhos tão negros são
Tão escuros
Tão puros
Que mexem com o meu coração
Seu olhar tão doce
Como o próprio fruto
Seu líquido extraído bruto
Como se para me olhar pela última vez fosse
Com esses seus olhos da natureza
Olhos de negritude
Que demonstram atitude
De pura beleza
Será que esse seu olhar seu mesmo é?
Ou será que você pegou duas jabuticabas
Que me enchem de ciladas
Diretamente do pé?
Esses seus olhos brilhantes
Que ficam a girar para os lados
Que me fazem pagar os meus pecados
A todos os instantes
Você fica com seus olhos negros pequenos
A me seduzir
E eu fico a te possuir
Como duas jabuticabas em minhas mãos em nossos momentos amenos.
Autor: Wilhans Lima Mickosz
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